Ataque suicida reivindicado pelo EI mata ao menos 25 no Iêmen
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um ataque suicida em uma delegacia matou ao menos 25 pessoas e deixou outras 25 feridas na cidade de Mukalla, no sul do Iêmen. O Estado islâmico reivindicou a autoria do atentado.
As vítimas, novos recrutas da polícia, aguardavam para fazer sua inscrição quando a bomba explodiu, disseram testemunhas.
Em suas redes sociais, a milícia radical Estado Islâmico afirmou ser responsável pelo ataque.
O diretor de segurança da cidade, Mubarak al-Awthaban, estava em um escritório nas proximidades do atentado quando a bomba explodiu, mas sobreviveu, disseram autoridades locais.
Esse foi o segundo atentado em quatro dias na cidade, ponto estratégico da Al-Qaeda até abril, quando tropas do Iêmen expulsaram o grupo extremista em uma ofensiva liderada pela Arábia Saudita.
Antes de ser expulsa, a Al-Qaeda se aproveitava do conflito entre os rebeldes huthis, aliados do Irã, e apoiadores do presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi, apoiado pela Arábia Saudita, para criar um mini-Estado na costa sudeste do país, incluindo Mukalla.
Enquanto isso, o braço local do Estado Islâmico realizou uma série de ataques suicidas contra todos os envolvidos no conflito iemenita.
A ameaça crescente dos grupos extremistas islâmicos fez os huthis e o governo darem início a negociações de paz, que acontecem no Kuwait.
O conflito no Iêmen já deixou mais de 6.300 mortos, a metade civis, segundo a ONU.
