Atentados deixam 88 mortos em Bagdá
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Três ataques deixaram ao menos 88 mortos nesta quarta-feira (11) na capital do Iraque, Bagdá.
No mais mortífero deles, uma caminhonete carregada de explosivos deixou 63 mortos e mais de 70 feridos ao ser detonada perto de um salão de beleza em um movimentado mercado no bairro xiita de Cidade Sadr.
O ataque foi reivindicado pelo Estado Islâmico (EI) e é o maior a atingir a capital iraquiana nos últimos meses.
Muitas das vítimas são mulheres, incluindo noivas que pareciam se preparar para seus casamentos, segundo fontes disseram à Reuters.
Perucas, sapatos e brinquedos ficaram espalhados na área. Pelo menos dois carros foram destruídos na explosão, e suas partes, arremessadas para longe.
Em comunicado divulgado na internet por apoiadores, o EI afirmou que tinha como foco militantes xiitas reunidos na área.
Posteriormente, outro carro-bomba contra uma delegacia no bairro de Kadhimiyah, noroeste de Bagdá, deixou 18 mortos e 34 feridos.
No norte da capital, um terceiro carro-bomba no bairro de Jamiya deixou sete mortos e 22 feridos.
Alvo de explosões diárias na década passada, Bagdá teve uma melhora em sua segurança, mas a violência contra forças de segurança e civis xiitas ainda é frequente.
CRISE
Os novos atos de violência podem intensificar a pressão sobre o primeiro-ministro, Haider al-Abadi, que se vê em meio a uma crise política. Entre os legisladores iraquianos há quem diga que o impasse político tem distraído a guerra contra o EI no país.
Depois do ataque, os moradores de Cidade Sadr protestaram contra o governo, que é apontado como o culpado pela insegurança.
O atentado mostra que, apesar de derrotas no último ano, o EI ainda é capaz de organizar ataques de impacto no país.
De acordo com as Nações Unidas, pelo menos 741 iraquianos foram mortos no mês de abril devido à violência no país, 410 deles civis. Em março, o número de mortos ultrapassou 1.100 pessoas.
