Seguindo tendência nacional, SP diminui mortalidade infantil
FABRÍCIO LOBEL
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta segunda-feira (9) a redução da mortalidade infantil na capital paulista em 2015. Em 2007, o índice de mortalidade infantil na capital era de 12,57 crianças a cada mil nascidas vivas. No ano passado, esse índice foi para 10,72, numa queda de 15%.
A retração acompanha uma tendência nacional de pelo menos 15 anos na redução de mortes de crianças até cinco anos. Para se ter uma ideia, no Brasil em 2000, a cada mil crianças nascidas, 29 morriam até completarem 5 anos. Em 2015, segundo projeções do IBGE, esse número caiu para cerca de 14. Uma queda de 52%.
Entre 2007 e 2015, no cenário nacional, a queda foi de 30%, o dobro da queda paulistana. Para o secretário municipal de saúde, Alexandre Padilha, a diferença nos dois ritmos de queda se justifica pelas diferenças sociais e de saneamento entre a realidade paulistana e nacional.
Segundo esse pensamento, políticas públicas teriam maiores efeitos quanto maiores forem os problemas enfrentados. "A queda [da mortalidade infantil] de patamares mais elevados é muito mais rápida, por estar relacionada a questões de saneamento e desnutrição", disse.
A prefeitura espera focar em intensificar o serviço de pré-natal e investir em parto melhor especializado para chegar a patamares mais baixos do que os atuais. Além da tendência nacional a prefeitura elencou o investimento em atenção básica como uma das explicações para a redução na capital.
Entre 2012 e 2015, às regiões da cidade que mais reduziram o índice de mortes infantis foram a leste (de 13,23 para 11,69) e a sul (de 12,09 para 10,61).
Segundo a prefeitura, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico recomenda índices abaixo de 10 mortes infantis a cada mil nascidos vivos.
