Jornalistas espanhóis voltam para casa após dez meses de sequestro na Síria
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os jornalistas espanhóis Jose Manuel Lopez, Antonio Pampliega e Ángel Sastre retornaram à Espanha neste domingo (8) depois de passarem dez meses em cativeiro na Síria, onde foram sequestrados por um grupo da al-Qaeda quando trabalhavam na cobertura da guerra civil no país.
Libertados no sábado (7), eles foram recebidos na base militar de Torrejon de Ardoz, nos arredores de Madri, pela vice-presidente Soraya Saenz de Santamaria e por parentes.
"Bem-vindos!", publicou na rede social o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, ao lado de uma fotografia dos jornalistas descendo do avião.
Os três trabalhavam como jornalistas independentes, colaborando com diversos veículos espanhóis. Pampliega e Lopez colaboraram com a cobertura da AFP no conflito.
O desaparecimento dos repórteres, que haviam entrado na Síria através da fronteira turca no início de julho, foi confirmado no dia 21 do mesmo mês. Fontes do governo indicaram que os jornalistas foram mantidos reféns pela Frente al-Nosra, o braço sírio da al-Qaeda.
A Síria é o país mais perigoso do mundo para jornalistas, segundo a ONG Repórteres sem Fronteiras.
