Turquia pede que Genebra retire da ONU foto que faz crítica a Erdogan
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Turquia pediu que autoridades de Genebra, na Suíça, retirem da sede da ONU na cidade uma fotografia que mostra uma manifestação contra o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.
A imagem foi produzida pelo fotógrafo suíço Demir Sonmez. Nela, um cartaz diz: "Me chamo Berkin Elvan, a polícia me matou sob ordens do primeiro-ministro turco".
A fotografia faz parte de uma exposição na área externa da ONU na cidade, e mostra manifestantes com um cartaz que responsabiliza o governo de Erdogan pela morte de um adolescente. A exposição tem o apoio da cidade de Genebra e do grupo Repórteres Sem Fronteiras.
Em entrevista à France Presse, o fotógrafo disse que seu objetivo era destacar "as múltiplas lutas do povo".
CENSURA
Uma jornalista holandesa foi detida no fim de semana pela polícia turca uma semana depois de criticar o presidente do país pela falta de liberdade de imprensa na Turquia. A informação foi confirmada pelo governo do país.
Ebru Umar, que tem ascendência turca, publicou em seu Twitter que foi libertada, mas estava proibida de deixar o país.
Em um texto publicado no jornal "Metro", Umar chamou Erdogan de ditador.
Um porta-voz do governo holandês disse que está acompanhando o caso, e mantém contato com a jornalista.
Em um outro caso de censura, um repórter norte-americano que vive e trabalha na Turquia foi proibido de entrar no país depois de uma viagem.
David Lepeska cobre notícias do país para o "Guardian", a "Al Jazeera", e a "Foreign Affairs", e teve visto negado no aeroporto de Istambul.
O governo da Turquia alegou que ele não tinha o visto apropriado para atuar como correspondente estrangeiro no país.
