Angela Merkel visita campo de refugiados em fronteira com a síria
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A chanceler alemã, Angela Merkel, e graduadas autoridades da União Europeia (UE) visitaram neste sábado (23) um campo de refugiados na cidade turca de Gaziantep, na fronteira com a Síria, para promover um controverso acordo que tem como meta conter a crise na Europa.
Grupos de direitos humanos criticaram a viagem, descrevendo o local visitado como um campo de refugiados "higienizado" e apontando que atualmente há milhares de sírios impedidos de entrar na Turquia.
A líder da Alemanha, que atrai o maior número dos que chegam ao continente, também está sob crescente pressão para se pronunciar contra as restrições à liberdade de expressão na Turquia.
A viagem de Merkel, do presidente do Conselho da UE, Donald Tusk, do vice-presidente da Comissão da UE, Frans Timmermans, e do premiê turco, Ahmet Davutoglu, ocorre enquanto entidades questionam a legalidade do acordo alcançado em março.
O pacto prevê a deportação, de volta para a Turquia, de migrantes que não se qualificam para receber asilo na Grécia. Em troca, a UE destinará 6 bilhões de euros à Turquia durante os próximos quatro anos para ajudar o país a melhorar as condições de vida de 2,7 milhões de refugiados sírios em solo turco.
A UE também deve permitir viagens sem necessidade de visto para cidadãos turcos.
Na sexta (22), Merkel defendeu o acordo, descrevendo-o como "absolutamente certo" e como meio de ajudar a Alemanha a proteger, com seus vizinhos, a área de Schengen -que garante a livre circulação entre 22 dos 28 países-membros da UE.
Grupos de direitos humanos, legisladores da UE e a agência de refugiados da ONU, porém, questionam
as implicações legais e morais de expulsar pessoas da Grécia para a Turquia -um país visto como inseguro em questões de segurança e de direitos humanos.
