Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Bombeiros retomam buscas por 3ª vítima de desabamento de ciclovia

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Corpo de Bombeiros retomou por volta das 6h desta sexta-feira (22) as buscas por uma possível 3ª vítima do desabamento de um trecho da recém-inaugurada ciclovia Tim Maia, na zona sul do Rio.
Duas pessoas morreram, mas os bombeiros trabalham com a possibilidade de ter mais algum corpo no mar.
Os bombeiros encerraram as buscas na noite de quinta (21), pois não era possível o trabalho de mergulhadores. O Corpo de Bombeiros disse que no fundo da encosta há grutas e algum corpo pode ter ficado encaixado.
Um dos mortos foi identificado como Eduardo Marinho de Albuquerque, 54. Ele estaria correndo na ciclovia no momento do acidente.
Batizada de Tim Maia, a ciclovia fica entre a pista da avenida Niemeyer e um penhasco, acima do mar. Faz a conexão entre a praia do Leblon e a orla do bairro de São Conrado, ambos na zona sul da cidade.
Em nota, o prefeito Eduardo Paes lamentou o acidente na ciclovia. "É imperdoável o que aconteceu, já determinei a apuração imediata dos fatos e estou voltando para o Brasil para acompanhar de perto", disse o prefeito.
Paes está na Grécia e cancelou sua participação da cerimônia da tocha olímpica para voltar ao Rio.
A ciclovia foi inaugurada em 17 de janeiro passado. O trecho que desabou tem cerca de 50 metros. A ideia da prefeitura é ligar o centro da cidade a Grumari, na zona oeste, por ciclovias que beiram a orla até a Olimpíada, em agosto.
"Não morri por quinze segundos", disse o consultor Guilherme Miranda, 42, após o desabamento. Morador de São Conrado, ele costuma usar a ciclovia para ir ao trabalho desde a inauguração. Nesta quinta, ele tinha acabado de sair do trecho quando viu a queda da estrutura. "Vi três pessoas caindo em direção ao mar", contou.
A ciclovia da Niemeyer foi construída a um custo de R$ 44,7 milhões. Com 3,9 km, o trecho veio somar aos 435 km de malha de ciclovias que o Rio tinha até então. A gestão Eduardo Paes (PMDB) quer chegar a 450 km até os Jogos.
Para efeito de comparação, em São Paulo o prefeito Fernando Haddad (PT) tem a meta de construir 400 km até o fim deste ano -hoje, a cidade conta com 374 km.
APURAÇÃO
O secretário municipal obras da Prefeitura do Rio, Alexandre Pinto da Silva, disse que não é possível afirmar ainda se houve erro de projeto. "Na verdade, toda ressaca é prevista, mas temos que ver as condições do local e investigar as causas do acidente", disse Silva.
O secretário reconheceu que ressacas como esta são frequentes naquele trecho e que este tipo de impacto "tem que ser previsto". Ele disse que a obra teve o aval da Geo-Rio, órgão da Secretaria Municipal de Obras responsável pela contenção de encostas.
O secretário de Governo da prefeitura, Pedro Paulo Carvalho, também falou sobre a ressaca muito forte. "É um desastre inaceitável. Foi fruto de uma ressaca forte, uma onda que pegou de baixo para cima".
Em seguida, Carvalho afirmou que ainda é necessária uma perícia para determinar as causas do acidente. "Precisamos de uma avaliação para que tenhamos a informação correta do que causou [o desabamento]. Tudo o que falarmos agora é especulação", disse.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV