ONU diz que naufrágio de barco de migrantes pode ter matado 500
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Acnur (Alto Comissariado Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), braço da ONU que trata da questão migratória, anunciou nesta quarta-feira (20) que entrevistou os sobreviventes do que pode ser um dos maiores desastres envolvendo refugiados e migrantes nos últimos 12 meses.
Segundo a organização, até 500 pessoas podem ter morrido em um naufrágio no mar Mediterrâneo na semana passada.
Com base nos relatos dos 41 sobreviventes que foram resgatados no sábado (16) por um navio mercante, o desastre ocorreu entre a Itália e a Líbia. Ele disseram que estavam entre as cem a 200 pessoas que deixaram uma cidade próxima a Tobruk, na Líbia, em um bote de contrabandistas.
A agência disse que "após navegarem por muitas horas, os traficantes tentaram transferir os passageiros para uma barco maior, carregando centenas de pessoas em terríveis condições de superlotação" e "em um ponto durante a transferência, o barco maior virou e afundou".
Os 41 sobreviventes -37 homens, três mulheres e uma criança de três anos de idade- foram resgatados por uma embarcação comercial e levados à Kalamata, na península do Peloponeso, no sul da Grécia. Dos resgatados, 23 são da Somália, 11 da Etiópia, seis do Egito e um é sudanês.
