Justiça aprova acordo para corrigir problemas na polícia de Ferguson
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma juíza federal aprovou, nesta terça (19), um acordo entre o Departamento de Justiça americano e Ferguson (Missouri) que pretende corrigir práticas da polícia da cidade, onde um adolescente negro desarmado morreu após ter sido baleado por um policial branco em 2014.
A juíza Catherine Perry classificou o acordo como uma "solução razoável" que evitará anos de batalhas judiciais.
O acordo estabelece, por exemplo, que registros de prisões e o uso da força pela polícia sejam analisados por uma equipe; que haja treinamento sobre diversidade para os policiais; e que a polícia garanta que não haja discriminação em suas operações.
O prefeito de Ferguson, James Knowles III, disse à Justiça que o termo "é um passo importante para unir a comunidade e nos fazer caminhar para a frente".
A cidade está sob escrutínio desde que Michael Brown, um jovem negro de 18 anos, morreu depois de ser baleado pelo policial branco Darren Wilson.
Um grande júri e o Departamento de Justiça livraram o policial, que deixou a polícia meses após a morte do adolescente, de um indiciamento.
Ainda assim, relatório do departamento revelou que um histórico de discriminação racial fez a polícia de Ferguson utilizar a força, repetidamente e de maneira desproporcional, contra a população negra.
O relatório, de março de 2015, fez com que três autoridades locais deixassem seus cargos, incluindo o chefe da polícia. Os três homens brancos foram substituídos por três autoridades negras.
A cidade de Ferguson e o Departamento de Justiça passaram meses negociando o acordo. Em fevereiro, o conselho municipal rejeitou o termo, preocupado com os custos para a cidade. No dia seguinte, o departamento foi à Justiça.
Em março, após receber garantias de que o valor não seria assim tão elevado, o conselho municipal aprovou o acordo -que deve custar US$ 2,3 milhões ao longo de três anos.
