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Polícia prende 2 suspeitos de ligação com mega-assalto em Campinas

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VENCESLAU BORLINA FILHO
CAMPINAS, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil anunciou nesta terça-feira (19) a prisão de dois suspeitos de participarem do mega-assalto à transportadora de valores Protege na madrugada de 14 de março passado, em Campinas, no interior de São Paulo.
A prisão foi feita por policiais da 2ª Delegacia de Investigações sobre Crimes Patrimoniais de Intervenção Estratégica, do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), da capital paulista.
Outros três suspeitos do crime já tinham sido detidos, porém, por policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Campinas. Até agora, não foi comprovada a participação de nenhum deles no crime.
Um quarto homem também foi detido na última sexta (8) por policiais do Deic, em Campinas. Com ele, foram encontrados cerca de R$ 6.000. As notas estavam perfuradas, provavelmente, por tiros de fuzis.
O ataque causou terror em Campinas. Por quase 90 minutos, os criminosos atiraram contra a sede da empresa, no bairro São Bernardo, com armas de grosso calibre e fuzis com capacidade de derrubar helicóptero.
Segundo informações de policiais, foram levados cerca de R$ 50 milhões da empresa. As paredes do prédio foram estouradas com dinamites até a sala-forte, onde estava o dinheiro. Não houve feridos graves na ação.
Dois integrantes da quadrilha, de acordo com a polícia, foram detidos na noite desta segunda (18) em Hortolândia (a 109 km de São Paulo) - município vizinho a Campinas e que tem o maior complexo penitenciário do Estado.
Um dos detidos, diz a polícia, é conhecido como "Ranfeim". Ele já foi preso por tráfico de drogas. Sobre outro homem, a polícia não deu mais detalhes. Foi informado apenas que ele já foi preso por roubo.
Com eles foram apreendidos um veículo Santa Fé blindado, que teria sido usado na noite do crime, três fuzis (um AK-47 e dois AR-15) e cerca de 2.500 munições de armas calibres pontos 30, 223 e 762 -todas usadas em guerras.
Também foram apreendidos dois rádios comunicadores, quatro coletes balísticos, além de roupas táticas - aquelas usadas em ações criminosas, de cores escuras, para passar despercebido por vigilantes e câmeras.
Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública, os dois suspeitos responderão a processos criminais por organização criminosa, roubo, receptação e porte de arma de uso restrito.
SUSPEITOS
O primeiro suspeito de ligação com o mega-assalto à sede da transportadora de valores Protege, em Campinas, foi detido um dia depois do crime, em 15 de março passado. Na casa dele foram encontradas apenas munições.
O segundo suspeito foi detido três dias depois. Ele foi encontrado em um barracão alugado com um carro de luxo e um caminhão com registros de furto e roubo, além de um fuzil, uma espingarda, uma pistola e explosivos.
Já terceiro homem suspeito foi detido em casa, após denúncia anônima. Com ele foram apreendidos cerca de R$ 50 mil e munições semelhantes às usadas na ação criminosa, como fuzis.
Nos três casos, os suspeitos foram detidos por porte de munição restrita e armas, ou tráfico de drogas. No primeiro caso, segundo a polícia, o homem disse que encontrou as munições há cerca de oito anos.

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