Sem chuva no Estado, situação de represas de São Paulo preocupa
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A falta de chuva em São Paulo traz preocupação com a situação das represas no Estado. Com pouquíssima chuva em abril, a pluviometria acumulada no mês é muito baixa em relação ao mesmo período em 2015 -ano em que houve uma das piores seca da história de São Paulo.
Apesar de o volume armazenado pelas represas estar acima do que foi registrado no mesmo período no ano passado, o temor é que as represas voltem a secar e que o Estado tenha que enfrentar novamente racionamento de água.
No sistema Cantareira, por exemplo, a pluviometria acumulada no mês até esta terça (19) é de 0,9 mm. A média história do mês é de 88,7 mm. No mesmo período de 2015, ano em que a crise hídrica foi mais crítica, o índice era de 16,1 mm. O volume armazenado hoje no sistema é de 66,1%. O Cantareira abastece 7,4 milhões de pessoas em São Paulo e na região metropolitana.
Já o sistema Guarapiranga está zerado neste mês, por enquanto. A média história do mês é de 73,2 mm. No ano passado, a pluviometria acumulada até o dia 19 de abril era de 6,8 mm. Hoje, o sistema está com 82,1% do volume armazenado; em 2015, era de 83%.
No sistema Alto Tietê, em 2015, a pluviometria acumulada era de 57,8 mm. Nesta terça (19), o acumulado era de apenas 2 mm. No Rio Claro, a diferença é ainda maior. O acumulado até agora neste mês é de 0,4 mm; em 2015, foi de 45,6 mm.
Em maio, a Sabesp vai suspender o bônus pago aos poupadores e a cobrança de multa para os gastadores de água.
