Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Maduro vai mudar o fuso horário da Venezuela para economizar energia

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Depois de diminuir de cinco para quatro os dias úteis do serviço público, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta quinta-feira (14) que mudará o fuso horário do país para economizar energia.
O horário de verão é mais uma medida do governo chavista para tentar resolver a crise energética. Nos últimos meses, a seca provocada pelo El Niño diminuiu ainda mais a geração de energia, já afetada pela falta de infraestrutura.
Em evento no Palácio de Miraflores, Caracas, Maduro disse que a mudança começa a valer a partir de 1º de maio, mas não mencionou o quanto serão adiantados os relógios. Hoje, o país tem diferença de - 1h30 em relação a Brasília.
"É uma medida simples que permitirá uma economia importante. Temos que enfrentar este fenômeno extremo de seca que, em média, aumentou em 1,5 grau a temperatura este ano, o mesmo que se esperava para dez anos", disse.
Além da mudança de horário, o líder decretou feriado na próxima segunda-feira (18), véspera do Dia da Declaração da Independência de 1810, para os servidores públicos e as escolas. A terça já era um feriado oficial.
O presidente voltou a afirmar que as 18 hidrelétricas do país estão em nível crítico. O reservatório da usina de El Guri, a maior da Venezuela, está em seu recorde mínimo - 3,66 metros acima de seu volume morto.
As medidas de economia e os frequentes apagões são criticados pela oposição e por analistas, especialmente porque o país investiu pouco em seu parque elétrico depois da crise energética de 2010.
A seca também provocou racionamento de água nas principais cidades do país, levando a doenças causadas pela falta de higiene, e dificulta a produção de alimentos, elevando o desabastecimento no comércio.
SANÇÕES
Na semana passada, o governo já havia diminuído o número de dias de trabalho para o funcionalismo público e de oito para seis horas a jornada laboral diária nos ministérios e nas empresas estatais.
Também aumentou as sanções aos grandes consumidores, como hotéis, shoppings, indústrias e supermercados, que agora são obrigados a gerar a sua própria energia por nove horas diárias.
O governo multou 15 shoppings que usam seus geradores por tempo menor que o previsto. A crise energética também prejudica o funcionamento dos hotéis em isla Margarita, um dos principais destinos turísticos do Caribe.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV