Cristina Kirchner se apresenta, mas se nega a depor sobre venda de dólares
LUCIANA DYNIEWICZ
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - A ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner se apresentou na manhã desta quarta-feira (13) à Justiça, mas se negou a falar.
A ex-dirigente, que havia sido intimada a depor sobre a venda de dólares no mercado futuro a um preço inferior ao de mercado, entregou um documento com sua defesa ao juiz Claudio Bonadio.
O ex-ministro de Economia Axel Kicillof e o ex-presidente do Banco Central Alejandro Vanoli também se negaram a falar sobre o caso. As operações financeiras realizadas nos últimos meses do governo de Cristina podem ter causado um prejuízo de 77 bilhões de pesos (R$ 18,6 bilhões) aos cofres públicos.
A ex-presidente chegou por volta das 10h ao tribunal Comodoro Py, onde lhe aguardavam milhares de argentinos. Alguns dos apoiadores de Cristina estavam no local desde o início da noite de terça.
Nesta quarta, o trânsito em Buenos Aires na região próxima ao tribunal, no bairro do Retiro, estava todo parado -algumas ruas foram fechadas devido à manifestação.
Quase não havia policiais no local, e militantes ultrakirchneristas controlavam o acesso ao tribunal. Uma jornalista da rádio Mitre, do grupo Clarín, chegou a ser agredida. O conglomerado de comunicação é considerado por Cristina um dos maiores inimigos de sua gestão.
Também foram apoiar a ex-mandatária seu vice-presidente Amado Boudou, que está sendo processado por corrupção, e algumas representantes do movimento Mães da Praça de Maio.
