Holandeses rejeitam acordo comercial e político da UE com a Ucrânia
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Eleitores holandeses rejeitaram um acordo de parceria entre a União Europeia e a Ucrânia em um referendo feito na semana passada.
O acordo é amplo, com ramificações políticas, econômicas e de defesa. Foi assinado pelo governo holandês e passou pela aprovação de todas as outras nações do bloco europeu e pela Ucrânia -está em vigor, provisoriamente, desde janeiro.
Ainda assim, segundo o resultado final da votação publicado nesta terça-feira (12), 61% dos eleitores holandeses disseram "não" ao acordo, enquanto apenas 32,3% disseram "sim".
A participação no referendo foi baixa (32,3% dos elegíveis para participação), mas atingiu a margem limite de 30% para que a votação fosse considerada válida.
Com o voto, os eleitores manifestaram oposição não apenas ao acordo mas também aos responsáveis pelas políticas europeias -envolvendo questões como a crise migratória e temas econômicos-, mandando um sinal negativo para a integração do bloco europeu e para a concretização do acordo com a Ucrânia.
Apesar de não haver obrigatoriedade, da parte do governo holandês, de cumprir o resultado do referendo, o governo admitiu, na semana passada, que seria difícil ratificá-lo da forma como está.
O governo deverá, agora, discutir com o Parlamento que solução adotar.
Entre as alternativas, estão a possibilidade de manter o acordo em vigor provisoriamente, ou redigir exceções à Holanda, como já foi feito em outros casos.
Na semana passada, o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, afirmou que seu país vai continuar caminhando em direção à UE, independentemente da votação na Holanda.
"Sob quaisquer circunstâncias, vamos continuar a implementar o acordo de associação com a União Europeia, incluindo um profundo e abrangente acordo comercial", o presidente afirmou.
Já o primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, avaliou que o resultado do referendo é "uma indicação das atitudes europeias em relação ao sistema político ucraniano".
