Três morrem em ataque de guerrilha em véspera de eleição no Peru
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Dois militares e um civil morreram neste sábado (9) após uma emboscada da guerrilha Sendero Luminoso a uma patrulha militar na região central do Peru. Outros seis soldados ficaram feridos.
O crime ocorre na véspera do primeiro turno das eleições presidenciais no país.
Segundo o governo peruano, os homens estavam se dirigindo a um dos locais de votação da região de Junín, onde fariam a segurança de um colégio eleitoral. O ataque ocorreu em Hatun Asha, no distrito de Santo Domingo de Acobamba.
O local fica em uma área de floresta conhecida como Vraem (acrônimo do vale dos rios Apurímac, Ene e Mantaro), famosa por servir de refúgio à guerrilha e abrigar diversas plantações de coca.
O presidente Ollanta Humala, em conferência de imprensa, condenou os ataques. "O terrorismo e aqueles que concordam com ele não têm lugar em nossa sociedade e nossa família."
"O Peru já viveu esses momentos de violência e nós estamos trabalhando para pacificar o país. Vale dizer que os terroristas se aproveitam datas como as de eleições para fazer ações que lhes deem visibilidade", disse o mandatário.
Em 2015, o governo peruano reforçou sua luta contra o narcotráfico e os guerrilheiros, construindo 12 bases militares no Vraem.
A guerrilha Sendero Luminoso, de inspiração maoísta, está desarticulada desde meados da década de 1990 e teve seus principais líderes presos. Apesar disso, milicianos remanescentes continuam ativos. Desde 1980, mais de 69 mil pessoas morreram ou desapareceram na guerra entre o governo peruano e o Sendero Luminoso.
