Abrini admite ser 'homem de chapéu' que participou de ataque a Bruxelas
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Promotores da Bélgica disseram neste sábado (9) que, Mohamed Abrini, suspeito de participar dos ataques de Paris em novembro, admitiu ser o "homem de chapéu" visto acompanhando dois homens-bomba que atacaram o aeroporto de Bruxelas em 22 de março.
"Nós confrontamos ele com as evidências com imagens em vídeo. Ele teve que admitir que era ele", disse o porta-voz da promotoria.
Preso na sexta (8), Abrini era alvo de uma ordem de detenção europeia desde 24 de novembro, como o segundo homem mais procurado pela polícia após os atentados na capital francesa.
Os investigadores suspeitam que ele viajou de carro com Salah Abdeslam, último sobrevivente dos grupos que atacaram Paris, e seu irmão Brahim - que detonou sua carga explosiva nas ruas de Paris - duas vezes em 10 e 11 de novembro entre Bruxelas e Paris, pouco antes dos atentados. Abrini foi flagrado pela câmera de um posto de gasolina no norte da França enquanto viajava.
De acordo com a procuradoria belga, durante as viagens os três alugaram os esconderijos na região de Paris utilizados pelos comandos terroristas de 13 de novembro.
Abrini cresceu no bairro belga de Molenbeek, como Salah Abdeslam, que está detido desde 18 de março na área de segurança máxima de prisão de Brugges, à espera da extradição para a França.
Em meados do ano passado, ele viajou à Síria, onde teria se unido à facção terrorista Estado Islâmico.
O irmão do suspeito morreu no país árabe em 2014 e era membro de uma brigada francófona da milícia. Ele também teria relações com Abdelhamid Abbaoud, considerado o mentor dos ataques de Paris, morto em 18 de novembro.
