Relação de presidente da Argentina com offshore será alvo de investigação
LUCIANA DYNIEWICZ
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - O presidente argentino, Mauricio Macri, será investigado pela Justiça por ter sido nomeado diretor de uma empresa constituída no paraíso fiscal de Bahamas.
A promotoria federal pediu para que se analise se o mandatário omitiu de propósito sua participação na offshore Fleg Trading Ltd e se houve irregularidades nas atividades da empresa.
Caso haja indícios de irregularidades, a Justiça poderá acatar a denúncia.
Na quarta-feira (6), o deputado federal da oposição Darío Martínez já havia apresentado uma denúncia contra o presidente.
O político afirmou que "todas essas sociedades [offshores] são criadas para lavagem de dinheiro, evasão de impostos e outros delitos e que são registradas em paraísos fiscais, como Bahamas, para proteger segredos financeiros de seus diretores e acionistas."
O caso da ligação de Macri com a Fleg Trading foi revelado no último domingo (3) pela série de reportagens batizada internacionalmente como"Panama Papers". No dia seguinte, Macri disse não estar envolvido em irregularidades.
A Casa Rosada informou que o presidente nunca declarou a empresa entre seus bens por não fazer parte da sociedade e não ter recebido pagamentos.
O dirigente, ainda segundo o governo, foi designado "ocasionalmente" diretor da offshore por ela ser de propriedade de sua família.
