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São Vicente fica sem rodoviária por falta de pagamento de aluguel

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KLAUS RICHMOND
SANTOS, SP (FOLHAPRESS) - O município de São Vicente, na Baixada Santista, com 350 mil habitantes, que vem enfrentando problemas com a coleta de lixo e atrasado o pagamento dos salários de parte dos servidores públicos, agora ficou sem rodoviária.
A prefeitura parou de pagar o aluguel do terreno, no Parque São Vicente, e foi despejada. A Guarda Civil, a Sedec (Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia) e o PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) também funcionavam no local. Apenas a Guarda Civil já opera em outra sede, no bairro da Boa Vista.
A dívida também é cobrada na Justiça e se refere a cerca de 27 meses de inadimplência, totalizando mais de R$ 2 milhões. A prefeitura ainda tentou prorrogar o prazo para a entrega do local, mas sofreu uma negativa final na sexta (1º) e precisou sair do local.
Um novo ponto de embarque e desembarque será montado de forma emergencial e provisória junto ao Mercado Municipal, no centro da cidade. A medida atende a uma solicitação das empresas de ônibus.
Uma nova reunião acontecerá nesta quarta (6) para definir quando o espaço provisório entrará em funcionamento. Ainda serão realizadas pinturas e adaptações antes do início das viagens.
Recentemente, outro imóvel, que abrigava o 3º Distrito Policial, também foi alvo da mesma medida judicial.
O espaço para o qual a gestão do prefeito Luis Claudio Bili (PP) espera transferir a rodoviária é público: o Centro de Convenções, próximo à rodovia dos Imigrantes. O equipamento, no entanto, não recebe mais eventos e nem sequer tem autorização do Corpo de Bombeiros para funcionar, devido ao mau estado de conservação.
O local foi interditado pela Secretaria de Esportes, Lazer e Turismo da cidade depois de um incêndio, ocorrido há um ano, que causou danos estruturais como o comprometimento do forro e a queda de parte do teto de um dos banheiros. Também há muitas infiltrações no telhado.
OUTROS PROBLEMAS
Os outros problemas da cidade também estão longe de serem solucionados. Servidores públicos de todas as secretarias, com cargos comissionados, não recebem salários há três meses, além do 13º. A administração da cidade argumenta que prioriza "o pagamento dos funcionários de carteira", mas que "trabalha para a regularização da situação".
Com relação à coleta de lixo, funcionários da empresa responsável, a Codesavi (Companhia de Desenvolvimento de São Vicente), voltaram a fazer uma paralisação na terça (5) para exigir a distribuição das cestas básicas atrasadas até esta quinta-feira (7), data do pagamento dos salários.
Os trabalhadores ameaçam com uma nova greve caso a solicitação não seja atendida. A última, encerrada na quarta-feira passada (30), durou uma semana devido a uma dívida da empresa que impossibilitava os trabalhadores de utilizarem os planos de saúde. Com isso, a cidade teve lixo acumulado até na orla da praia.
Funcionários reclamam também da ausência itens obrigatórios de proteção e de uniformes. A prefeitura disse, por meio da Codesavi, que o pagamento dos salários será feito normalmente na quinta e que a entrega das cestas básicas ocorrerá em até quatro dias.

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