Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Número mundial de execuções tem aumento recorde desde 1989, diz ONG

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O número de execuções atingiu nível recorde em 2015, com aumento de 54% em relação ao ano anterior, segundo relatório divulgado pela ONG de direitos humanos Anistia Internacional nesta quarta-feira (6).
Em 2015, ao menos 1634 execuções ocorreram em 25 países, sendo que quase 90% delas foram realizadas apenas em Irã, Paquistão e Arábia Saudita. A ONG define execução como "pena de morte", ou seja, mortes decorrentes de algum tipo de julgamento por parte do Estado.
"O número de execuções conhecidas cresceu mais de 50% em comparação a 2014. Este desdobramento é perturbador e alarmante", disse Oliver Hendrich, especialista em pena capital da Anistia Internacional da Alemanha.
Segundo a organização, esse número pode ser ainda maior, pois o relatório não abarca a China, que não divulgou os dados. A Anistia "acredita que haja milhares [de execuções] por ano" no país.
No Irã, ao menos 977 pessoas foram executadas no ano passado, a maior parte por crimes relacionados a drogas. O país também é violador do direito internacional por executar pessoas que tinham menos de 18 anos quando cometeram os crimes.
Já o Paquistão atingiu seu recorde, com 326 execuções. Em dezembro de 2014, o Estado retomou a pena de morte, motivado por um ataque terrorista em uma escola a noroeste do país. Assassinato e blasfêmia estão dentre os crimes punidos por essa pena.
Houve aumento de 76% nas execuções na Arábia Saudita em relação a 2014, resultando na morte de ao menos 158 pessoas. Nos Estados Unidos, 28 pessoas foram executadas no ano passado -o menor número do país desde 1991, segundo a organização.
Acredita-se que a China continua sendo líder em execuções. Quando perguntado sobre o relatório, o porta-voz do Ministério das Relações chinês, Lu Kang, disse que a Anistia divulga com frequência comunicados "injustos" sobre o país e que carecem de objetividade.
"Assim sendo, não temos interesse em comentar sobre isso", afirmou ele em um boletim diário à imprensa em Pequim.
Segundo a ONG, os países que impõem a pena de morte são minoria no mundo pela primeira vez e, até o fim de 2015, 102 nações haviam deixado de utilizar essa punição para qualquer tipo de crime.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV