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Em pânico, família se esconde no banheiro durante tiroteio em Santos

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GILMAR ALVES JR.
SANTOS, SP (FOLHAPRESS) - "Parecia que a gente estava no meio de uma guerra", afirmou a doméstica Jandira Borges, 56, que mora em uma casa em frente à Prosegur -a empresa de valores alvo de um mega-assalto na madrugada desta segunda-feira (4) que resultou em três mortes. Com medo dos tiros e das explosões no assalto, ela, o marido e o filho se esconderam num pequeno banheiro.
Ela afirma que o marido subiu engatinhando até o andar superior da casa para buscar o filho, de 35 anos, e o trazer ao banheiro nos fundos do imóvel, no térreo.
O casal viveu momentos de pânico. Como o filho não respondia aos primeiros chamados, Jandira chegou a pensar que ele pudesse ter sido atingido por um dos tiros. Mas não, ele estava bem, disse ela à reportagem.
Já na manhã desta segunda, Jandira e a família tentavam calcular os prejuízos com o crime. Os vidros da janela da sala e da porta de entrada ficaram quebrados com os disparos. Também houve problemas no telhado e na parte elétrica.
No mega-assalto, dois policiais e uma vítima ainda não identificada morreram -e houve pelo menos um ferido. Cerca de dez bandidos armados com fuzis e bombas roubaram a empresa e ainda explodiram um caminhão.
Moradora há 43 anos de um apartamento que também fica em frente à empresa, a dona de casa Áurea Labrujat Baptista, 74, diz pensar em vender o imóvel devido ao trauma sofrido nesta madrugada. "Quero ir para longe daqui."
TELEFONE
Enquanto a reportagem falava com ela, o telefone dela não parava de tocar. Eram familiares e amigos perguntando se estava tudo bem.
Áurea afirma que teve dores no peito e dor de cabeça devido ao medo. "A [minha] cachorrinha latia tanto que ela estava quente."
Morador do mesmo edifício, um empresário de 39 anos, que prefere não se identificar, afirma que o assalto durou exatamente uma hora. "Começou às 4h e terminou às 5h em ponto. Parece que foi tudo cronometrado, organizado."
"Primeiro foi um barulho tipo uma batida [de carro] e na sequência começaram tiroteios. Eram muitos tiros. Logo na sequência começaram uma explosões fortíssimas que tremiam a rua toda. Todos os carros dispararam o alarme dentro da garagem."

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