Pai do primeiro-ministro britânico é citado em caso de fraudes fiscais
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ian Cameron, pai do primeiro-ministro britânico David Cameron, está entre as centenas de clientes presentes nos mais de 11 milhões de documentos do escritório de advocacia panamenho Mossak Fonseca, no caso conhecido como Panama Papers.
Neste domingo (3), uma coalizão internacional de jornalistas publicou reportagens sobre transações financeiras de pessoas ligadas a líderes políticos, empresários e celebridades envolvendo empresas offshore.
Os dados foram vazados por uma fonte anônima para o jornal alemão "Sueddeutsche Zeitung", que compartilhou as informações com o ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos) e mais de cem veículos de comunicação no mundo.
Esses dados mostram como o escritório panamenho "ajudou clientes a lavar dinheiro, escapar de sanções e evitar impostos", informou a BBC, um dos veículos que tiveram acesso aos documentos.
Segundo o ICIJ, o escritório é um dos principais criadores de empresas offshore, que podem ser usadas para esconder a posse de ativos. O consórcio diz que a maior parte do serviço prestado pela indústria de offshores é legal, mas que os documentos obtidos apontam fragilidades.
Em 2012, a mídia britânica já havia reportado que Ian administrava uma rede de fundos de investimentos offshore para aumentar a fortuna da família. A porta-voz de Cameron se recusou a comentar nesta segunda-feira (4) se a família do premiê tinha investimentos em fundos deste tipo.
Ao ser questionada se poderia confirmar se algum dinheiro da família estava investido nesses fundos, ela disse que "esse é um assunto privado [da família]". "Eu devo informar o que o governo faz."
