Trump recua e nega apoio a candidato republicano caso não seja o escolhido
NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - Donald Trump disse na terça (29) à noite que não se compromete mais a respaldar o indicado republicano à Casa Branca, caso o escolhido não seja ele.
Nenhum dos três oponentes -Trump, Ted Cruz e John Kasich- quis colocar a mão no fogo pelos outros concorrentes, ainda que todos tenham feito um pacto, no ano passado, de apoiar qualquer um dos pré-candidatos que conseguir a nomeação.
"Não, não mais", disse Trump em sabatina na CNN, na qual ele, Cruz e Kasich foram escrutinados separadamente.
O senador texano também se recusou a dizer se apoiará o empresário numa eventual vitória dele. Afirmou não ter "o hábito de respaldar alguém que ataca minha mulher e minha família", lembrando do recente atrito entre os dois por causa das mulheres, Heidi Cruz e Melania Trump.
Completou dizendo que indicar o bilionário seria um "desastre absoluto" e "entregar de bandeja a eleição a Hillary Clinton", provável nomeação democrata.
Em seu segmento, Trump reclamou de estar sendo tratado "muito injustamente" pelo Comitê Nacional Republicano e ironizou o principal rival. "Vi o quão atormentado ele ficou com essa pergunta. Não quero vê-lo atormentado. Não quero seu apoio, não preciso do seu apoio, não quero deixá-lo desconfortável."
Terceiro colocado na contagem de delegados (representantes partidários que apontam o vencedor), Kasich, governador de Ohio, também deu a entender que pode não apoiar o colega de partido se ele atender por Donald Trump.
Para Kasich, seria difícil estar ao lado de "alguém que realmente esteja machucando e dividindo o país".
O pacto assinado pelos três no ano passado diz que, caso o candidato não vença a convenção republicana para concorrer à Presidência dos EUA, deverá apoiar o nome eleito, independente de quem for. No documento, os republicanos também juram que não concorrerão como candidatos independentes nem aceitarão a nomeação para presidente de outro partido.
