Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Base de Haddad apressa votação de projeto de supersalários no TCM

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

GIBA BERGAMIM JR.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A base aliada do prefeito Fernando Haddad (PT) na Câmara de São Paulo quer votar nesta semana, em definitivo, projeto que permitirá a servidores do órgão ganhar salários maiores do que o do prefeito Fernando Haddad (PT) - R$ 24,1 mil.
Com a aprovação, em segunda votação, pelo menos 110 funcionários dos 648 do órgão poderão receber até R$ 30 mil - subsídio de um conselheiro do tribunal. O projeto já teve o aval dos parlamentares em primeira discussão na semana passada. O aumento no teto salarial vai gerar gasto adicional de R$ 6,5 milhões ao ano. O orçamento do tribunal em 2015 é de R$ 268,9 milhões.
O TCM tem atribuição de fiscalizar finanças do município e evitar desperdício. Por exemplo, pode aplicar multas, determinar ressarcimento ao erário e até dar margem para tornar inelegíveis prefeitos que tiverem as contas reprovadas.
A proposta foi elaborada pelo presidente do TCM, Roberto Braguim e entregue à Câmara na metade do ano passado. De lá para cá, não houve acordo para a votação.
Porém, nas últimas semanas, a base aliada de Haddad começou a negociar a aprovação do projeto, após diálogos com parte dos conselheiros do tribunal.
Recentemente, o tribunal deu parecer favorável à aprovação da PPP (Parceria Público Privada) da Iluminação, uma das principais metas da gestão Fernando Haddad (PT). O tribunal, porém, durante a gestão, barrou a licitação do transporte público e fez uma série de questionamentos aos custos das ciclovias.
Durante a sessão desta terça-feira (29), o líder do governo, Arselino Tatto (PT) negociou com os colegas para que o texto fosse aprovado. No entanto, não houve consenso. Um dos vereadores contrários à votação é José Police Neto (PSD), que compõe a base. Braguim sempre defendeu que a mudança é uma "adequação ao critério hierárquico estabelecido na Constituição Federal".
Para o presidente, o teto dos servidores do órgão deve ser o mesmo de um conselheiro do TCM - 90% do subsídio de ministros do Supremo Tribunal Federal, que desde janeiro equivale a R$ 33,7 mil.
O argumento do órgão é que uma emenda constitucional de 2003 fixa o teto para servidores do Executivo, Legislativo e Judiciário, sem especificar os tribunais de contas e o Ministério Público.
Para Braguim, adequar o TCM às mesmas regras dos três poderes comprometeria a autonomia constitucional do tribunal. Como parte de sua justificativa no projeto, o presidente diz que a equiparação aos salários ao teto dos conselheiros já é uma realidade em 21 tribunais de contas do país e no Ministério Público.
Atualmente, o teto dos funcionários é o salário do prefeito, conforme ato do próprio TCM, de 2012. O limite foi estabelecido na ocasião enquanto não houvesse "interpretação consensual" sobre o tema.
PACOTE
Nesta terça, os vereadores aprovaram um pacote de projetos que beneficiam servidores municipais (professores, engenheiros e agentes vistores).
Em segunda votação, foi aprovada reformulação do quadro de engenheiros na cidade. O texto que vinha sendo discutido na Câmara beneficia especialmente os engenheiros em início de carreira, cujo salário inicial deve subir de aproximadamente R$ 2 mil para R$ 6 mil.
Em primeira votação, foram aprovados o abono de 7,5% para professores do município e a melhoria na mudança na carreira dos agentes vistores.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV