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Coordenador da campanha de Trump que teria agredido repórter é indiciado

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ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER
NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - O coordenador-chefe da campanha do pré-candidato republicano Donald Trump, Corey Lewandowski, 42, entregou-se à polícia da Flórida nesta terça (29), após ser indiciado por supostamente agredir uma repórter durante um evento do patrão no começo do mês, no Trump National Golf Club.
Michelle Fields, 28, acusou Lewandowski de puxá-la pelo braço quando ela tentava fazer uma pergunta para Trump. Lewandowski já foi liberado e deverá se apresentar à corte no dia 4 de maio.
Logo após o incidente ocorrer e a acusação vir à tona, o coordenador -conhecido pelo pavio curto, à moda do chefe- foi ao Twitter disparar contra a repórter, que trabalhava para o site conservador "Breitbart News". Ela perguntava a Trump sobre ações afirmativas, de acordo com o portal.
"Você está delirando. Nunca toquei em você. Aliás, sequer conheci você", Lewandowski escreveu no microblog.
Em outra mensagem na rede social, ele afirmou que a jornalista era "do tipo que busca atenção e que uma vez acusou Allen West [ex-deputado republicano] de agarrá-la, mas depois ficou em silêncio".
Na ocasião, ela respondeu na mesma plataforma, publicando uma foto de seu braço com roxos. "Acho que [os machucados] aparecem magicamente em mim. Que estranho".
Um repórter do "Washington Post" escreveu dizendo ter testemunhado a agressão à colega. A polícia da cidade de Jupiter (Flórida) também liberou um vídeo em que o acusado parece avançar sobre Fields -as imagens, contudo, são inconclusivas.
O QG de Trump socorreu seu coordenador em nota oficial: "O sr. Lewandowski é absolutamente inocente. Ele se dirá inocente e espera ansiosamente pelo dia no tribunal". O patrão, Donald Trump, também apoio o chefe de campanha. Em sua conta no Twitter, o pré-candidato disse que Lewandowski é um homem "muito decente" e que "não há nada" no vídeo divulgado pela polícia de Jupiter.

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