Mexicanos queimam bonecos de Donald Trump no Sábado de Aleluia
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Como parte das celebrações do Sábado de Aleluia e da Páscoa, mexicanos queimaram bonecos do pré-candidato à presidência dos EUA, Donald Trump, na noite deste sábado (26).
Trump defendeu posições contra imigrantes latinos durante a campanha eleitoral.
Na região pobre de La Merced, na Cidade do México, centenas de moradores gritavam "morte" e vários insultos enquanto assistiam à explosão do boneco de Trump feito com papel machê.
A imprensa mexicana mostrou que outros bonecos de Trump foram construídos em várias cidades do país, desde Puebla até a região industrial de Monterrey.
A queima dos bonecos é uma tradição no país e faz referência à perseguição de Judas Iscariotes, que traiu Jesus, de acordo com a bíblia.
"Desde que ele começou sua campanha e passou a falar sobre imigrantes, México e os mexicanos, eu disse: 'tenho que pegar esse cara'", disse Felipe Linares, o artesão que fez o boneco de Trump. A família Linares produz bonecos assim há mais de 50 anos.
Trump, que lidera a corrida pela candidatura republicana à presidência dos EUA, revoltou os mexicanos ao defender a criação de um muro na fronteira entre seu país e o México para conter a imigração ilegal e o tráfico de drogas, e ao dizer que os mexicanos deveriam pagar por ele.
O presidente mexicano, Enrique Pena Nieto, disse que seu país não pagará pelo muro e comparou a ideia à ascensão de ditadores como Adolf Hitler e Benito Mussolini.
Trump também disse que o México de enviar estupradores e traficantes pelas fronteiras e defendeu o aumento das taxas para a emissão de vistos ao mexicanos como forma de custear a construção da barreira.
A prática de queimar ou destruir bonecos de Judas é comum em vários países da América Latina. Antropólogos explicam que a prática serve como uma forma de unir comunidades ao eleger um inimigo comum.
