Dilma e Lula são aplaudidos em ato em memória de golpe militar
LUCIANA DYNIEWICZ
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram aplaudidos na tarde desta quinta-feira (24) por milhares de pessoas que se aglomeravam na praça de Maio, em Buenos Aires, para relembrar os 40 anos do último golpe de Estado na Argentina.
O evento, organizado por entidades de direitos humanos ligadas à esquerda, foi palco de falas contra as principais medidas adotadas pelo presidente argentino de centro-direita, Mauricio Macri.
Integrante do movimento Mães da Praça de Maio Linha Fundadora, Taty Almeida, 85, foi quem lembrou da crise política brasileira. Em seu discurso, disse achar necessário apoiar o Brasil, Lula e Dilma e foi muito aplaudida.
"Repudiamos energicamente as tentativas de destituir as democracias latino-americanas e abraçamos o povo do Brasil em defesa da soberania popular", afirmou.
Almeida também acusou as corporações econômicas de buscar desestabilizar os governos da região. Ao descer do palco, afirmou que é preciso deixar os dois líderes brasileiros "em paz" e respeitar as democracias.
O filho de Almeida, Alejandro, desapareceu aos 20 anos. Seu sequestro é atribuído à organização paramilitar de direita Triplo A.
Outros familiares de vítimas do terrorismo de Estado recordaram da líder política argentina Milagro Sala, aliada do kirchnerismo que está presa desde janeiro.
Ela é investigada por desvio de recursos que deveriam ser destinados à construção de casas populares. Os movimentos que a apoiam dizem se tratar de uma presa política.
