EUA demoraram para defender direitos na Argentina, diz Obama
LUCIANA DYNIEWICZ
BUENOS AIRES, SP (FOLHAPRESS) - Sem a presença de representantes das associações de familiares de vítimas da ditadura argentina, os presidentes dos EUA, Barack Obama, e da Argentina, Mauricio Macri, prestaram uma homenagem aos mortos e desaparecidos do período.
O ato foi no Parque da Memória, em Buenos Aires, no dia em que o golpe que instaurou o último regime ditatorial no país completa 40 anos.
Obama disse ser consciente da polêmica que existe em torno das políticas americanas nesse período e afirmou que, à época, os EUA demoraram para defender os direitos humanos no país.
Acrescentou que os EUA não "estiveram à altura" das ideias que pregam.
O mandatário ainda apresentou suas condolências aos familiares das vítimas, que se "recusaram a abandonar seus esforços na busca da verdade e da justiça".
"A determinação de vocês fez diferença."
O líder americano anunciou formalmente que deverá retirar o sigilo de documentos militares e de serviços de inteligência dos EUA relacionados à ditadura argentina.
"É fundamental que avancemos e construamos um futuro com paz e prosperidade em um país que respeita os direitos humanos."
