Ameaça a bomba em Bruxelas logo após ataques de terça evacuou prédio
JULIANO MACHADO, ENVIADO ESPECIAL
BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) - Uma suposta ameaça de carro-bomba em uma região central de Bruxelas fez com que quatro funcionários de um escritório, entre eles um brasileiro, tivessem de deixar o prédio acompanhados por um policial, poucas horas depois das explosões que deixaram ao menos 31 mortos e mais de 260 feridos na terça-feira (22).
Lucas Hackradt, 27, conta que ele e os colegas haviam recebido a orientação de permanecer no edifício assim que ocorreu o atentado desta terça na estação de metrô Maelbeek a apenas 400 metros dali.
Cerca de uma hora e meia depois da explosão no metrô, uma funcionária que fica em outro escritório próximo telefonou avisando que havia visto na TV uma suspeita de carro-bomba a uma quadra de onde estavam.
"Um agente de segurança veio e nos levou para outro prédio onde também temos um escritório. Eu vi o carro parado, isolado. Acho que gerou estranheza da polícia porque não é normal alguém estacionar nessa via", afirmou Hackradt.
Com cinco faixas, a rua Belliard corta o bairro Europeu, que tem esse nome justamente por abrigar as principais instituições da União Europeia.
"A rua estava deserta, mas duas quadras depois não havia mais bloqueio, e as pessoas circulavam como se nada tivesse ocorrido", diz o brasileiro. "No prédio eu estava tranquilo, mas quando descemos fiquei pensando que estávamos no olho do furacão."
Uma colega de Hackradt, que prefere não se identificar, confirma o episódio. "Depois que saímos, não houve mais nenhuma notícia de alarme de carro-bomba. Deduzimos que só foi mesmo um alarme."
