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Ataques matam ao menos 30 em aeroporto e metrô de Bruxelas

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JULIANO MACHADO
BERLIM, ALEMANHA (FOLHAPRESS) - Ataques reivindicados pelo Estado Islâmico no aeroporto e no sistema de metrô de Bruxelas deixaram ao menos 30 mortos e mais de 200 feridos nesta terça-feira (22) na Bélgica, causando o fechamento temporário da capital belga e o aumento do alerta de segurança em toda a Europa. Ao menos um dos ataques foi lançado por um homem-bomba.
De acordo com o prefeito de Bruxelas, 20 pessoas foram mortas em uma explosão em um trem na estação Maelbeek, no horário de pico.
A estação fica a poucos metros da sede da União Europeia. "Há 17 pessoas seriamente feridas", disse o prefeito Yvan Mayeur.
Em uma mensagem no Twitter, a empresa que administra o transporte público na cidade anunciou o fechamento das quatro linhas de metrô.
Por sua vez, duas explosões na área de embarque do aeroporto internacional de Zaventem, nos arredores da capital belga, causaram ao menos 10 mortes. Ao menos uma das explosões no aeroporto foi provocada por um atentado suicida.
Segundo uma testemunha ouvida pelo portal belga "Le Soir", uma vidraça explodiu no check-in da companhia American Airlines e "várias vidraças se despedaçaram segundos depois".
Outros passageiros descreveram cenas de terror no aeroporto. "Vi um soldado arrastando um corpo", disse Tom De Doncker, 21, que trabalha na área de check-in e estava perto do local da segunda explosão.
A Bélgica elevou seu alerta terrorista para o seu nível mais alto, desviando aviões e trens e ordenando as pessoas a se manterem longe dos locais atingidos.
Aeroportos em toda a Europa imediatamente aumentaram sua segurança. Centenas de passageiros, alguns deles com carrinhos de bagagens do aeroporto de Bruxelas, foram alocados em um ginásio municipal de esportes na cidade de Zaventem.
De acordo com o site belga Sudinfo.be, o ex-jogador de basquete brasileiro naturalizado belga Sebastian Bellin, 37, é um dos feridos.
"Estamos em guerra", afirmou o premiê francês, Manuel Valls, depois de um encontro de crise convocado pelo presidente francês, François Hollande. "Nos últimos meses, temos sido alvo na Europa de atos de guerra", afirmou, em um referência aos ataques de novembro e de janeiro do ano passado na França.
As autoridades de segurança europeias vinham se preparando por um grande ataque havia semanas, e alertaram que a facção Estado Islâmico vinha se preparando para um ato terrorista.
A prisão de Salah Abdeslam, suspeito-chave nos ataques em Paris, reforçou esses temores, já que, segundo investigadores, há mais pessoas envolvidas nos atentados na capital francesa do que se acreditava originalmente. Alguns deles ainda estão foragidos.
O premiê belga, Charles Michel, afirmou que ainda não há evidências vinculando Abdeslam às ações. Depois de sua prisão, na sexta-feira (18), Abdeslam disse às autoridades que havia criado uma nova rede e planejava novos ataques.
Michel condenou os "atentados cegos, violentos e covardes" desta terça. "Temíamos um atentado terrorista e ocorreu", afirmou Michel durante uma coletiva, na qual pediu à população "tranquilidade e solidariedade".
"É um momento trágico, um momento negro para o reino", afirmou.
Em Cuba, onde realiza uma visita histórica, o presidente dos EUA, Barack Obama, abriu seu discurso no Gran Teatro Alicia Alonso
afirmando: "Podemos e vamos derrotar aqueles que ameaçam a segurança das pessoas de todo o mundo". "Os pensamentos e orações do povo americano estão com o povo da Bélgica, e nós somos solidários a eles", acrescentou.
Bruxelas foi a base de organização dos terroristas que cometeram os ataques de novembro em Paris, que deixaram 130 mortos e foram reivindicado pelo EI.
REAÇÃO
Os aeroportos Roissy-Charles-de-Gaulle, na região de Paris, e o de Frankfurt reforçaram nesta terça-feira (22) as medidas de segurança após as explosões no aeroporto internacional de Bruxelas. O aeroporto londrino de Gatwick também reforçou a segurança após as explosões.
As unidades de luta antiterrorista da Holanda anunciaram o reforço das medidas de segurança nos aeroportos de todo o país e o governo belga está enviando 225 tropas para reforçar a segurança da capital.

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