Menino de 14 anos é morto por ladrões quando ia para a escola em São Vicente
KLAUS RICHMOND
SANTOS, SP (FOLHAPRESS) - Um estudante de 14 anos foi morto por dois ladrões, na manhã de quinta-feira (17), quando caminhava com um amigo a caminho da escola.
Allan Abadia Bispo foi esfaqueado por dois homens de bicicleta no bairro do Catiapoã, em São Vicente, na Baixada Santista.
A polícia já interrogou seis suspeitos, mas ninguém foi preso. Um retrato falado foi produzido.
"O amigo dele ainda não reconheceu nenhum dos suspeitos que trouxemos. O menino é menor de idade, também, está abalado para vir aqui toda hora. Está com dificuldades, não consegue mais dormir", contou à reportagem um dos investigadores do município, Adilson Peres.
Allan, de acordo com o boletim de ocorrência do caso, foi encontrado ainda com vida pelos policiais. Ele morreu pouco depois de chegar ao hospital.
Segundo o registro policial, os dois meninos correram ao perceber a tentativa de assalto. O primeiro conseguiu fugir, mas Allan, que tropeçou, acabou sendo esfaqueado. Ele, segundo os policiais, não tinha nada de valor.
O jovem foi velado e enterrado durante a manhã desta sexta (18), na Osan (Organização Social de Ataúdes Nóvoa), no Parque Bitaru. À tarde, familiares e amigos fazem uma passeata pelas imediações da Escola Municipal de Ensino Fundamental Carolina Dantas, onde estudava e cursava o 9º ano.
DEMORA
Os pais de Allan contam que o amigo já havia sido assaltado, também, no primeiro dia de aula e questionaram a demora para o socorro. No próprio boletim de ocorrência, está registrado que vítima já tinha o histórico de ter sofrido outros roubos, chegando a não frequentar a escola por quase um semestre.
"O resgate demorou, demorou muito a chegar. Ele perdeu muito sangue, chegou sem vida. A médica tentou reanimar por 50 minutos, ela chorou por ele ter perdido a vida", disse a mãe, Rosângela Abadia Bispo.
A reportagem contatou a assessoria da Secretaria de Saúde do município, mas ainda não obteve uma resposta sobre o caso.
Para o investigador, o crime foi "atípico" para a região. "É uma região de índices dentro de uma normalidade. Essa questão foi atípica", explicou Peres.
"Estão todos muito impressionados e revoltados com tudo isso o que aconteceu."
