Ex-ministro das Relações Exteriores da Alemanha morre aos 54 em Colônia
JULIANO MACHADO
BERLIM, ALEMANHA (FOLHAPRESS) - O ex-ministro de Relações Exteriores da Alemanha Guido Westerwelle morreu nesta sexta-feira (18) em um hospital de Colônia, aos 54 anos. Ele havia sido diagnosticado em 2014 com leucemia mieloide aguda (células cancerosas malignas no sangue e na medula óssea) e estava internado desde novembro do ano passado. Ele comandou o Ministério do Exterior entre 2009 e 2013, durante o segundo mandato da chanceler Angela Merkel.
O anúncio foi feito no site da Fundação Westerwelle, acompanhado da seguinte mensagem, assinada pelo ex-ministro e por seu parceiro, Michael Kronz: "Nós lutamos. Tínhamos um objetivo em mente. Nós somos gratos pelo tempo inacreditavelmente agradável que passamos juntos. O amor fica." Westerwelle revelou sua homossexualidade em 2004, numa entrevista ao tabloide alemão "Bild".
Durante seu período no ministério, Westerwelle se destacou pela posição dura em relação ao escândalo de espionagem da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA), revelado pelo técnico Edward Snowden. A Alemanha foi um dos países que mais criticaram o governo americano –a chanceler Angela Merkel era uma das autoridades espionadas, e o presidente Barack Obama lhe pediu desculpas.
Westerwelle também foi presidente do Partido Liberal (FDP, na sigla em alemão) entre 2001 e 2011. A tradicional sigla chegou a formar a coalizão com Merkel em seu segundo gabinete, mas em 2013 não conseguiu superar a cláusula de barreira de 5% nas eleições gerais e perdeu todas as 93 cadeiras que tinha no Parlamento. Sem representação no governo, Westerwelle deixou a política e criou uma fundação com seu nome, com o objetivo de promover o diálogo internacional.
