Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Estudantes da USP ameaçam greve após anúncio de restrição a estágios

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

PAULO GOMES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Alunos da faculdade de direito da USP, no largo São Francisco, se reuniram em assembleia na manhã desta quarta (16) para votar uma paralisação a partir do próximo dia 30. Os estudantes são contra uma diretriz do novo projeto pedagógico da faculdade, que restringe estágios para alunos dos três anos iniciais do curso.
Na quinta (10), os professores e representantes dos alunos aprovaram, em votação, as 25 diretrizes propostas para a reforma do projeto pedagógico.
A diretriz que ocasionou o protesto estudantil delega à faculdade a responsabilidade de criar, do primeiro ao sexto semestre do curso, atividades complementares como alternativa a "estágios prematuros", de acordo com o texto da proposta. Tais estágios são considerados pelo corpo discente como prejudicial à formação dos estudantes nos anos iniciais.
Ainda segundo o documento, contratos de estágio durante os três primeiros anos do curso só podem ser assinados se comprovada a necessidade financeira do estudante. No entanto, o texto não é final, esta é uma das diretrizes aprovadas para o projeto pedagógico, que ainda será elaborado ao longo do ano e que será submetido à deliberação quando finalizado.
Os estudantes, por sua vez, avaliam que a faculdade não oferece, hoje, muitas opções de bolsas para os alunos que precisam trabalhar. "Faltam muitas iniciativas de permanência estudantil. Os professores querem criar uma espécie de ensino integral, nós queremos investimento em pesquisa e extensão, não só aulas", diz Beatriz Rodrigues Gonzaga, 20, representante do centro acadêmico e aluna do terceiro semestre.
"A gente precisa trabalhar, ainda mais agora estudantes que vêm pelo Enem, pelo Sisu [Sistema de Seleção Unificada do Ministério da Educação, que oferece vagas em instituições de ensino público superior para participantes do Enem)", afirma Beatriz. Para a estudante, o estágio é importante para a prática jurídica, que a faculdade não oferece. "As pessoas deveriam ter a possibilidade de escolher."
Será realizada nova assembleia com os alunos do período noturno na noite desta quarta para decidir pela adoção da greve a partir do próximo dia 30. A votação da manhã teve 65% de votos favoráveis à paralisação.
Em esclarecimento divulgado na terça (15), a subcomissão que elaborou as diretrizes afirma que entre as pessoas que participaram da criação do texto estão representantes dos alunos.
O novo projeto pedagógico tem como previsão de início de vigência em 2017, quando a faculdade completa 190 anos.
OUTRO LADO
Para a professora Maria Paula Dallari Bucci, integrante da subcomissão que criou as diretrizes para o novo projeto pedagógico a notícia da greve é motivo de "espanto". "Não consigo entender. Os alunos são um corpo importante da mudança, nós contamos com eles. Eles não podem ser os conservadores."
Ela reafirma o compromisso de oferecer bolsas, e de liberar para estágio os alunos com necessidades financeiras. "Ninguém quer proibir o estágio para deixar o aluno ocioso. Queremos permitir que o aluno passe mais tempo estudando, como já fazem na USP Ribeirão Preto, na FGV e no Mackenzie", diz Dallari.
A ideia, segundo a professora, é aproveitar as atividades de extensão e pesquisa, como iniciação científica, justamente os pontos que o centro acadêmico questiona. "Não queremos que ele vá para um escritório fazer atividades que não acrescentem muita coisa para sua formação", afirma a professora.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV