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Alagamento faz mais uma vítima na Grande SP; são 19 mortos desde 5ª

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LUDIMILA GONÇALVES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Mais uma morte foi registrada em decorrência da chuva incomum que atinge a Grande São Paulo e algumas cidades do interior desde a noite de quinta (10). Uma pessoa afundou enquanto atravessava um dos pontos de alagamento na cidade de Franco da Rocha na madrugada deste sábado (12), segundo informações do Corpo de Bombeiros.
Quando a vítima foi localizada pelos bombeiros, na Estrada do Governo, estava em parada cardíaca. Ela chegou a ser socorrida para o Hospital Estadual de Francisco Morato, mas não resistiu. Essa foi a 19ª morte confirmada após as chuvas.
O Corpo de Bombeiros informou que seis pessoas continuam desaparecidas e que as buscas foram feitas durante toda a madrugada.
Os maiores estragos ocorreram na região metropolitana, com oito mortos em Francisco Morato e quatro em Mairiporã. No interior, dois homens morreram afogados em Itatiba, na região de Campinas. Outras 1.744 ficaram sem casa, desalojadas ou desabrigadas, segundo a Defesa Civil estadual.
SEM CASA
Segundo números Defesa Civil estadual, atualizados às 20h desta sexta-feira (11), 145 pessoas estão desabrigadas e outras 1.599, desalojadas (na casa de familiares ou amigos). Os casos são registrados em sete cidades: Francisco Morato, Mairiporã, São Roque, Itupeva, Atibaia, Sorocaba e Cabreúva.
A Defesa Civil informou que o número ainda pode ser atualizado.O registro de algumas prefeituras é diferente dos dados do órgão. Em Francisco Morato, por exemplo, o município registra 320 desalojados e 29 desabrigados. A Defesa Civil registrava somente 200 desabrigados.
A prefeitura de Franco da Rocha informou que mais de 200 famílias foram para casa de parentes. Outras quatro famílias foram levadas para abrigos.
CHUVA INTENSA
Marcelo Schneider, do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), afirma que uma conjunção de diferentes fenômenos climatológicos se encontram em SP, o que causou essa longa tempestade. "A chuva da não foi curta e intensa. Ela foi duradoura e intensa", afirma.
Schneider explica que a chuva sobre a Grande SP, que também atingiu o interior, veio em quatro "ondas": 1) pancadas isoladas às 12h de quinta; 2) tempestade no fim da tarde; 3) chuva mais intensa entre as 22h e as 23h; 4) nova tempestade na madrugada.
A chuva foi tão forte que uma represa do Cantareira passou rapidamente de 35% para 99% de sua capacidade. Para evitar que se rompesse, a Sabesp abriu as comportas e liberou parte dessa água, ampliando a cheia em algumas cidades da Grande SP.
A chuva, segundo a prefeitura, provocou o transbordamento dos rios Pinheiros e Tietê, o que não acontecia ao mesmo tempo havia 11 anos.

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