Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Evitamos uma nova tragédia de Mariana, diz presidente da Sabesp

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

FABRÍCIO LOBEL
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Sabesp, Jerson Kelman, disse à reportagem na tarde desta sexta-feira (11) que, após as fortes chuvas das últimas horas, a empresa paulista de água teve que agir para garantir a segurança da barragem da represa Paiva Castro, em Mairiporã.
A represa representa 6% do sistema Cantareira e é a mais próxima da Grande São Paulo.
Com as chuvas da última noite, a represa encheu de forma muito rápida e, por volta das 4h30 da madrugada, as comportas foram abertas pela Sabesp para evitar que a barragem se rompesse.
"Há um protocolo de ação. Avisa-se a Defesa Civil e o prefeito (...) e depois, caso a represa continue enchendo, abre-se as comportas". Para o presidente da Sabesp, a ideia era "evitar Mariana", em referência ao rompimento da barragem da Samarco em Minas Gerais, no final do ano passado, com um mar de lama que deixou 19 mortos -sendo um deles ainda desaparecido.
Kelman, que é especialista em hidrologia e controle de enchentes, diz que, se não fosse pela represa, o efeito das enchentes sobre as cidades de Franco da Rocha e Caieiras seriam muito maiores.
VOLUME
Para se ter uma ideia, das 18h da última quinta-feira (12) até as 6h desta sexta, a represa recebeu 125 mil litros de água por segundo, devido às chuvas.
O pico foi à 1h, quando o fluxo de entrada de água na represa chegou aos 239 mil litros por segundo. Para efeito de comparação, isso é quatro vezes o volume de água consumido pela Grande São Paulo.
Por isso, a comporta da represa teve que ser aberta. A Sabesp passou a liberar água ao ritmo de 20 mil litros por segundo, em média (o pico do escoamento foi por volta das 13h desta sexta, quando a empresa liberou 50 mil litros por segundo). A água escoou em direção às cidades de Franco da Rocha e Caieiras, que sofreram enchentes.
"A enchente é causada pela chuva, e não pela represa. Se fosse culpa da represa, Francisco Morato não teria os problemas que está tendo."
A represa funcionou como uma esponja e absorveu 5 bilhões de litros da água que desceu pela serra da Cantareira. Antes das chuvas, a represa Paiva Castro tinha 35% de sua capacidade. Mas, na última madrugada, chegou próxima a seu nível máximo. Às 9h desta sexta (11), a represa tinha 99,4% de sua capacidade.
Na tarde desta sexta-feira, a Sabesp continuará com comportas abertas para aliviar o nível da represa, já que há expectativas de novas chuvas nos próximos dias.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV