Maduro convoca de volta diplomata máximo da Venezuela nos EUA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta quarta-feira (9) a convocação de volta ao país do encarregado de negócios do país em Washington, Maximilien Arveláiz, em represália ao que chamou de "falta de diálogo" dos Estados Unidos.
A declaração foi feita em um ato liderado pelo chavista para lembrar um ano do decreto em que o presidente Barack Obama considerou o país sul-americano uma "ameaça incomum e extraordinária" para a segurança dos EUA.
No evento, Maduro disse que, apesar das tentativas de diálogo, não houve nenhuma prova de retificação do americano em relação a Caracas. "Obama teve muitas oportunidades para se retratar", afirmou.
Para ele, uma prova teria sido aceitar a indicação de Arveláiz. O diplomata, que está na capital americana desde julho de 2014, nunca recebeu o agrément, o reconhecimento como embaixador. "O que o impedia?", questionou-se Maduro.
Como em outras ocasiões, o chavista acusou Obama de ter agido para ajudar a oposição. "E hoje eles, a Assembleia Nacional não se declarou contra o decreto. São marionetes do império e não dão um passo sem consultar os EUA".
Na última quinta (3), Obama informou ao Congresso que era necessário continuar com o decreto de emergência contra a Venezuela. Para justificar a medida, ele disse que a situação no país não melhorou desde então.
PROTESTO
Durante a cerimônia em Caracas, Maduro lançou o que chamou de Plano Especial de Denúncia do decreto de Obama a nível internacional e convocou para o sábado (12) uma mobilização no país contra a medida americana.
O ato do chavismo coincidirá com a primeira rodada de protestos anunciada pela coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática na última terça (8) pela saída do governo chavista.
A manifestação foi anunciada junto com um plano para tentar aprovar na Parlamento uma emenda constitucional para encurtar o mandato presidencial e uma pressão para levar ao referendo que revogue a Presidência de Maduro.
