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Morre garota indiana de 15 anos que foi estuprada e teve o corpo queimado

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma menina indiana de 15 anos, que foi estuprada e teve mais de 95% do seu corpo queimado após o estupro na segunda-feira (7), morreu nesta quarta-feira (9) no hospital de Nova Déli onde estava sendo tratada.
A polícia prendeu um homem de 20 anos, acusado de ser o autor do estupro e da morte da menina.
Depois do ataque, a menina foi levada para o hospital com queimaduras em mais de 95% do corpo.
A família da menina, que vive na vila de Tigri, perto de Nova Déli, disse que o homem a vinha perseguindo havia vários meses.
Seu pai tinha apresentado uma queixa na polícia, que emitiu um aviso para o suposto assassino no ano passado.
O homem havia sido acusado na terça-feira de vários crimes, incluindo estupro e tentativa de homicídio. A acusação de tentativa de homicídio será alterada agora para assassinato, disse a polícia local
A família do homem negou a acusação de estupro e disse que os dois estavam tendo um relacionamento consensual. Eles não falaram sobre as queimaduras na menina.
Na Índia, mulheres e crianças são consideradas especialmente vulneráveis à violência sexual e ao assédio por conta do tabu em torno das denúncias. Casos de resistência policial em registrar tais crimes também foram relatados.
Especialistas dizem que mudanças mais significativas começaram a ocorrer depois do estupro coletivo de uma mulher de 23 anos em um ônibus em Nova Deli, em 2012. O caso repercutiu mundialmente e causou mobilização nacional por medidas que aumentassem a segurança das mulheres.
Apesar da nova legislação adotada pelo governo indiano, que inclui aumento do tempo de prisão para estupro, criminalização da perseguição e do tráfico de mulheres, ativistas afirmam que mais ações são necessárias, incluindo melhoria na educação dos jovens e construção de infraestrutura básica como iluminação nas ruas e banheiros públicos.
Houve aumento do número de casos reportados pelos jornais indianos de estupro e assédio após 2012.

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