Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Projeto que autoriza produção e uso de "pílula do câncer" avança no Congresso

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

RANIER BRAGON
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (8) projeto de lei que autoriza a produção, comercialização e o uso da fosfoetanolamina, que ficou conhecida como a "pílula do câncer" por seus supostos efeitos contra a doença, mesmo antes da conclusão de estudos que comprovem sua segurança e eficácia.
A votação foi simbólica, sem registro nominal de votos. Todos os partidos apoiaram a medida. O texto segue agora para votação no Senado. Se aprovado no congresso, deve passar por sanção presidencial.
Pelo projeto, a "pílula do câncer" poderá ser usada por pacientes com diagnóstico de neoplasia maligna (câncer) mediante laudo médico que ateste a doença e assinatura de um termo de responsabilidade.
A "pílula do câncer", substância de baixo custo, era estudada na USP de São Carlos e distribuída a pacientes, mas teve a produção e distribuição interrompida em 2014. Pacientes acabaram recorrendo aos tribunais para solicitar o suposto remédio anticâncer.
Apesar da falta de estudos e da resistência da comunidade médica, a pressão popular e política levou o governo de São Paulo a investir em estudos da droga. Foi anunciado que o laboratório PDT Pharma, de Cravinhos será o responsável pela produção da fosfoetanolamina, com investimento de R$ 5 milhões na pesquisa. O Ministério da Ciência e Tecnologia também anunciou investimento de R$ 10 milhões em pesquisas com a droga.
O projeto da Câmara permite a produção, importação, distribuição e prescrição concomitantemente aos estudos clínicos, em caráter excepcional, por "agentes regularmente autorizados e licenciados pela autoridade competente". O projeto não estabelece de forma detalhada como e quando se dará essa produção.
O projeto foi discutido na Comissão de Seguridade Social da Câmara. "A proposta tem como pressuposto básico a autonomia humana, o direito de expressar sua vontade, o direito que cada indivíduo tem de fazer suas próprias escolhas e assumir a responsabilidade por elas", diz a justificativa do texto.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV