Movimentos feministas fazem ato anti-Cunha e pró-Dilma em São Paulo
BRUNO FÁVERO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Movimentos feministas e partidos de esquerda fazem protesto no vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo) e em parte da avenida Paulista, em São Paulo, nesta terça-feira (8), Dia Internacional da Mulher.
Além de defender pautas tradicionais do feminismo, como a legalização do aborto e a igualdade salarial, os protestos pedem a cassação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha -"inimigo número 1 das mulheres"-, e o arquivamento do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.
"Tem gente que não suporta ver uma mulher eleita como presidente do país. Não vai ter golpe!", discursou Maria das Neves, diretora de jovens feministas da UJS (União Juventude Socialista), movimento ligado ao PC do B, partido da base governista.
Batizada de Marcha Mundial das Mulheres, a manifestação ocorre também em outras 21 capitais brasileiras, segundo as organizadoras.
O trânsito da avenida Paulista foi interrompido no sentido Consolação, do Masp até a rua Augusta. Na rua Augusta, os manifestantes ocupam toda faixa no sentido Centro.
Entre outros partidos e movimentos, participam da organização a UNE (União Nacional dos Estudantes), a UBM (União Brasileira das Mulheres), a Central de Movimentos Populares, o PC do B e a CUT (Central Única dos Trabalhadores).
