Ministra e opositor se reúnem após ataque à sede de partido kirchnerista
LUCIANA DYNIEWICZ
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - A ministra de Segurança da Argentina, Patricia Bullrich, reuniu-se nesta segunda-feira (7) com o kirchnerista Martín Sabbatella, um dos maiores críticos do governo de Mauricio Macri.
O motivo do encontro foi o ataque que a nova sede do partido Novo Encontro, presidido por Sabbatella, sofreu no fim de semana em Buenos Aires.
Durante a cerimônia de inauguração do local, na noite de sábado, atiraram contra militantes, deixando duas mulheres feridas. Elas não correm risco e a polícia está investigando o caso.
No domingo, Sabbatella escreveu em sua conta no Twitter que o presidente Macri precisava condenar o ato de "violência política que prejudicava a democracia argentina".
O político pediu uma audiência com os ministérios de Segurança e do Interior e afirmou que o atentado havia ocorrido em um cenário de "crescente violência verbal promovida pelo governo nacional contra o kirchnerismo".
Sabbatella, que presidiu até o ano passado a Afsca (órgão de regulação dos meios de comunicação ), afirmou ainda que este é o início mais violento de um mandato presidencial nas últimas décadas.
O político se referia também a um caso ocorrido no fim de janeiro, quando policiais atiraram com balas de borracha contra crianças que ensaiavam para uma apresentação de carnaval.
Na ocasião, policiais também ficaram feridos, e a ministra de Segurança os defendeu em uma visita ao hospital onde estavam internados. Na internet, circularam fotos de meninos de oito anos com as marcas das balas.
Nesta segunda, após a reunião com Sabbatella, a ministra afirmou que o governo não aceitará violência política no país e que serão feitas investigações para identificar quem atirou contra o prédio do partido Novo Encontro.
