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EUA acusam Pequim de trair promessa sobre disputa no mar do Sul da China

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os Estados Unidos acusaram a China de trair suas promessas em relação ao mar do Sul da China.
Na quarta (17), veio à tona que o governo de Pequim estaria movimentando mísseis em ilhas disputadas. A informação foi confirmada pelos EUA. Segundo o Departamento de Estado, imagens de satélite mostram o posicionamento de artilharia na ilha Woody, parte do arquipélago Paracel.
"Os chineses disseram uma coisa e agora parecem estar fazendo outra", disse o porta-voz do órgão, John Kirby. "Não temos indicação de que esse esforço de militarização tenha cessado. Também não se fez nada para que a situação fique mais estável e segura. Na realidade, está tendo o efeito contrário".
Também os governos da Austrália e da Nova Zelândia fizeram um apelo para que a situação seja contida, pedindo a suspensão de qualquer construção, militarização e reivindicação nas ilhas.
Em setembro de 2015, em visita a Washington, o presidente chinês, Xi Jinping, disse que a construção de ilhas artificiais no mar do Sul da China não ameaça nenhum país.
RESPOSTA
Até o momento, a China ofereceu poucas explicações sobre a movimentação de mísseis na região, mas afirmou que tem o direito legítimo de realizar atividades militares em seu território. As ilhas do mar do Sul da China, no entanto, são historicamente disputadas por diversos países, como Malásia, Filipinas, Taiwan, Brunei e Vietnã.
Em resposta aos EUA, o porta-voz do Ministério de Relações Internacionais da China, Hong Lei, disse que Pequim não está militarizando a região e criticou a movimentação de forças aéreas e navais norte-americanas. "Foram essas ações que aumentaram as tensões regionais e que constituem militarização do mar do Sul da China".
Em janeiro, um destróier americano navegou a menos de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) da ilha de Triton, no arquipélago de Paracels.
Sobre o pedido da Austrália e Nova Zelândia, Hong Lei disse esperar que os dois países "possam objetivamente avaliar os desdobramentos no mar do Sul da China, sem negligenciar fatos, e não fazer propostas que não sejam construtivas".
O mar do Sul da China é uma zona estratégica. Por lá, circulam cerca de US$ 5 trilhões em comércio todos os anos.
O tabloide chinês "Global Times", controlado pelo Estado, disse nesta sexta em editorial que os mísseis do tipo HQ-9, que estariam na ilha Woody, é uma típica arma de defesa. "Se as Forças Armadas do EUA apresentarem uma real ameaça e um conflito parecer provável, o Exército chinês pode ser compelido a trazer armas mais poderosas à região", diz o texto.

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