Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Ministra quer anular edital para vagas em faculdades de medicina

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

DIMMI AMORA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A ministra do TCU (Tribunal de Contas da União) Ana Arraes, relatora do processo no órgão que analisa o edital do ministério da Educação para abertura de faculdades de medicina no país, sustentou que - por erro do governo - o procedimento deve ser anulado.
Se a maioria dos ministros do órgão concordar com ela, ficam ameaçadas a abertura de 2.290 vagas de medicina no país abertas ano passado. Há dois anos, na esteira do programa Mais Médicos, o governo federal passou a indicar os municípios em que poderiam ser abertas novas vagas de medicina.
A partir dessa lista, coube ao MEC, então, selecionar as melhores propostas de faculdades particulares interessadas na disputa. Essa seleção, entretanto, motivou questionamentos na Justiça e recursos ao TCU, que já havia decidido suspender temporariamente processo, conforme a Folha de S.Paulo mostrou.
A decisão de anular a seleção, no entanto, não foi tomada nesta quarta-feira (17) porque o ministro do TCU Vital do Rego pediu vista do processo, o que suspendeu a votação. Há uma articulação de vários ministros do órgão para tentar rever a decisão da relatora que foi taxativa: para ela, o governo mudou a regra no meio do jogo o que torna todo o processo ilegal e, por isso, ele deve ser anulado.
JUNHO
Inicialmente previsto para junho, o resultado final da seleção não foi confirmado devido aos problemas na Justiça. O principal motivo do conflito é a exigência, prevista no edital, de "capacidade econômico-financeira" das mantenedoras.
As escolas argumentam que o documento não explicitou a forma como esse critério seria avaliado, nem indicou que a tarefa caberia à FGV Projetos, contratada pelo ministério.
"A FGV estabeleceu nota de 1 a 10 e disse: 'abaixo da nota 6, não tem condições de abrir [curso de medicina]'. Isso deveria estar no edital, e não estava", reconheceu o ministro Aloizio Mercadante (Educação) em audiência na Câmara dos Deputados.
Para a ministra responsável pelo tema no TCU, os procedimentos adotados "descumpriram princípios basilares" da Lei de Licitações.
"Admitir a publicidade posterior dos critérios de classificação propiciaria ao gestor mal-intencionado escolher a vencedora que lhe aprouvesse", disse a ministra Ana Arraes em despacho do fim do ano passado.
Ao todo, o edital motivou sete ações na Justiça feita por instituições que se sentiram prejudicadas com a mudança nas regras.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV