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Turquia acusa Rússia de agir como organização terrorista

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após a Rússia acusar a Turquia de ajudar extremistas e mercenários a entrar na Síria ilegalmente para lutar ao lado da milícia Estado Islâmico, o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, disse que o governo de Moscou atua como uma organização terrorista na Síria atacando civis e que a Turquia poderá responder de maneira "firme" à situação.
Trata-se de mais um capítulo das trocas crescentes de acusações e insultos entre as duas nações, que se opõem sobre o destino do ditador sírio Bashar Al-Assad, apoiado por Vladimir Putin.
As relações diplomáticas entre Rússia e Turquia estão estremecidas desde que soldados turcos derrubaram um avião militar russo que supostamente invadiu o espaço aéreo do país. Os dois pilotos sobreviveram à queda, mas um deles depois foi morto por rebeldes sírios.
Na ocasião, Putin acusou a Turquia de ter se aliado à facção Estado Islâmico e estar protegendo rotas de escoamento de petróleo usadas pelos extremistas. Segundo ele, a derrubada do avião foi "uma punhalada nas costas feita por cúmplices do terrorismo".
CONFLITO CRUZADO
No final de semana, a Turquia realizou incursões aéreas no território sírio para expulsar rebeldes curdos das imediações da cidade síria de Azaz, disse o primeiro-ministro turco Ahmet Davutoglu nesta segunda (15).
Segundo a Turquia, o objetivo dos curdos é conquistar regiões abandonadas pelos rebeldes com o objetivo de criação de um Estado autônomo.
No entanto, o ministro da Defesa turco, Ismet Yilmaz, negou os relatos de que soldados teriam entrado no território do país vizinho, como acusavam os governos da Síria e da Rússia. Segundo ele, Ancara não cogita enviar tropas à Síria.
De acordo com Damasco, mais de cem homens armados entraram na Síria no último sábado (13) pela fronteira turca levando caminhões e armamentos para os rebeldes.
Na semana passada, um cessar-fogo provisório foi acordado em Munique (Alemanha) entre as forças rebeldes e as do governo de Assad. No entanto, o pacto não incluiu as facções terroristas Estado Islâmico e a Frente Al-Nusra, o que torna a suspensão da violência improvável.

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