Bloco Unidos do Swing mistura jazz e marchinhas no centro de SP
LEONARDO NEIVA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Passando por sambas de Noel Rosa, marchinhas de Lamartine Babo e músicas de expoentes do jazz como Louis Armstrong e Benny Goodman, o bloco Unidos do Swing atraiu à praça Roosevelt, no centro de São Paulo, foliões que procuravam um Carnaval diferente na tarde desta segunda (8).
Conhecido como o primeiro bloco jazzístico de São Paulo, o grupo une em sua trilha sonora marchinhas de Carnaval brasileiras e o jazz típico do Mardi Gras de Nova Orleans (EUA).
O bloco saiu da praça às 15h e seguiu pela rua da Consolação ao som de ?When the Saint Go Marching In?. Em alguns momentos, a banda emendou com ?Asa Branca? e a marchinha ?Mulata Iê Iê Iê?, que os foliões acompanharam com um coro de ?E só dá ela na passarela?.
Dançarinos se apresentam em frente à banda, que toca clássicos de diferentes gêneros. Um dos integrantes toca bumbo sobre pernas-de-pau, com paradas para jogar confete sobre o público.
Alguns dos foliões foram à praça Roosevelt após descobrir que o bloco Toca Rauuul, próximo dali, não aconteceria.
?Não sabíamos que era de jazz?, conta a nutricionista Elisa Murakoshi, 33, que veio com outros três amigos e diz ter se decepcionado com o cancelamento do bloco em homenagem a Raul Seixas. ?Mas é bem diferente, estou gostando.?
É o mesmo caso do supervisor de qualidade Laércio Antônio, 40. ?Depois que vimos que não ia ter o bloco, viemos para cá. Hoje não encontramos muitas opções, tem menos gente na rua.?
Já o servidor público Cauê Peralta, 39, saiu à rua especialmente para participar do bloco. ?Não é todo dia que você vê jazz no Carnaval. Eu sou fã [de jazz] desde adolescente.? E saiu pulando e cantando o refrão de ?Minnie the Moocher?, canção da década de 1930, que logo se misturou a um samba.
Criado em 2015, o Unidos do Swing é formado por músicos de jazz e dançarinos independentes de lindy hop ?dança surgida no bairro nova-iorquino do Harlem, que mistura aspectos do charleston, breakaway e sapateado.
