Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Mocidade e Vai-Vai dominam desfile marcado por acidente e confusões

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

ARTUR RODRIGUES E FABRÍCIO LOBEL
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A segunda noite do Carnaval paulistano teve como destaques Mocidade Alegre e Vai-Vai, que trouxeram sambas fáceis de cantar e baterias ousadas para a avenida. O espetáculo também foi marcado por um acidente com ferido, problemas com carros alegóricos e bate-boca.
As duas despontam como candidatas ao título, junto com a Rosas de Ouro, a melhor agremiação da primeira noite.
Diferentemente da Rosas, porém, Mocidade e Vai-Vai tiveram problemas técnicos ao longo do desfile, o que pode tirar pontos preciosos em uma disputa apertada.
A Mocidade teve problemas em um dos carros-alegóricos, que demorou a sair e deixou um buraco na evolução. Apesar disso, a agremiação fez a avenida cantar sobre as origens do samba.
A bateria foi ousada e ao menos cinco vezes silenciou para que o público cantasse o enredo.
?Carnaval é risco. Já pensou se todas escolas fossem iguais??, disse a presidente da escola, Solange Bichara. Ela afirmou não ter visto o carro da agremiação com problemas. ?Só vi a parte boa?, disse.
Já a Vai-Vai levou ao sambódromo neste ano um almanaque de referências à França, numa homenagem ao país europeu.
O presidente da escola Darly Silva, o Neguitão, exaltou a proposta da escola de aplicar uma nova estética em seu desfile. Com fantasias bem acabadas e com quase todas as alas coreografadas, os membros da escola da Bela Vista comemoraram ao encerrar o desfile na dispersão.
A escola, no entanto, teve que contornar um problema logo que pisou na avenida. Após ser anunciada a entrada da escola, o sistema de áudio do sambódromo continuou tocando a vinheta de uma propaganda da Prefeitura de São Paulo.
O som atravessou o samba e foi alvo de críticas de Neguitão. ?É claro que atrapalha. O problema do som é falta de competência da Liga e da São Paulo Turismo. São dois órgãos que se mostram amadores no Carnaval de São Paulo?, disse após o desfile.
Até que o problema do som fosse resolvido, houve confusão entre a diretoria da Vai-Vai e membros da Liga. Um membro da escola chegou a invadir a torre de onde são feitos os avisos sonoros no sambódromo. O presidente da agremiação deu um tapa nas costas de um membro da organização do Carnaval.
A Liga apura agressões ocorridas durante o episódio, que podem resultar numa numa punição de três pontos.
A SPTuris afirmou que quem faz a troca de som é a Liga. A organização, por sua vez, afirmou que o problema não prejudica a escola em pontuação porque não há avaliação naquele trecho da avenida.
A Unidos do Peruche ?que fez um simples, mas belo desfile? também pode perder pontos. Mas, no caso dela, devido à ação isolada de uma integrante. Juliana Isen, conhecida como a musa dos protestos do impeachment, fez um striptease no meio do desfile da escola.
Ela foi retirada pelo presidente da Liga, Paulo Sérgio Ferreira. Para ele, a atitude dela prejudica toda a escola e pode culminar em perda de pontos de fantasia e evolução.
Antes disso, na concentração, ela foi impedida de entrar na avenida com um tapa-sexo anti-Dilma.
A modelo acabou sendo agredida após o episódio e deixou o sambódromo.
ACIDENTE
Última a se apresentar, a X-9 Paulistana teve um desfile cheio de problemas.
Primeiro, a oca que compunha a comissão de frente da escola perdeu a direção e foi para no gradil da avenida. Os organizadores levaram alguns minutos para conseguir estabilizar e recolocá-la no centro da passarela do samba. Logo em seguida, o segundo carro teve as laterais desmontadas para conseguir contornar e entrar na avenida.
Várias pessoas caíram do mesmo carro após ele tombar para a frente na concentração. Algumas delas foram socorridas pelo SAMU (Sistema de Atendimento Móvel de Urgência), incluindo o integrante da escola Renato Teixeira, que caiu de uma altura de cerca de dez metros. Ele foi levado para a Santa Casa.
Segundo relatos de integrantes, uma caravela que compunha o carro cedeu pelo peso dos participantes, levando alguns deles a caírem e outros a ficarem pendurados pelo cinto.
Os integrantes que fizeram todo o trajeto tiveram que permanecer sentados durante o resto do desfile e, na hora do desembarque, o clima era de pânico. Houve reclamações de que o cinto estava seco e não fechava.
OUTRAS ESCOLAS
Com um carnaval com o tema mistério, a Império da Casa Verde não fugiu da tradição da escola e trouxe carros grandiosos para o sambódromo.
Já a Dragões da Real mais uma vez apelou para a nostalgia dos foliões. Brinquedos antigos, como Playmobil, caíram no samba. Em um enredo sobre surpresa, levou para o sambódromo carros criativos, com surpresas que aguçavam a curiosidade do público.
A Acadêmicos do Tucuruvi levou para a avenida um desfile colorido e cheio de fitas nas alegorias e fantasias. Ao tratar das festas religiosas, a escola trouxe um carro alegórico lembrando a catedral de Aparecida (SP) e outro fazendo referência às festas juninas.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV