Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Governo e prefeituras de Minas irão cobrar R$ 1,2 bi da Samarco por danos

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

JOSÉ MARQUES
BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - O governo de Minas Gerais e as prefeituras das 35 cidades do Estado atingidas pela lama que vazou da barragem da Samarco irão cobrar ao menos R$ 1,2 bilhão em prejuízos materiais da mineradora e de suas controladoras, a Vale e a BHP Billiton.
O montante equivale aos danos causados às propriedades privadas urbanas e rurais que vão de Mariana, onde o reservatório ruiu, à divisa com o Espírito Santo, além de gastos que os municípios e o governo tiveram com a tragédia.
O cálculo não leva em conta os prejuízos no ES, que também teve cidades atingidas pela lama de rejeitos de minério e problemas como corte de abastecimento de água e interdição de praias.
Também não inclui as indenizações e compensações que a mineradora terá de pagar às vítimas, nem o plano de recuperação ambiental do rio Doce -cuja ação civil, no valor de R$ 20 bilhões, corre na Justiça Federal.
Apresentada em um relatório divulgado nesta quinta (4), a quantia deve ser incluída na ação da Justiça Federal ou em um possível acordo que a empresa tenta fazer com a União e os Estados afetados.
No último dia 21, o governo federal anunciou que criará uma fundação financiada pelas três mineradoras para recuperar a área destruída.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Regional de Minas, Tadeu Martins Leite, o valor a ser cobrado pelos prejuízos ainda pode ser maior que R$ 1,2 bilhão, porque esse é apenas um "relatório inicial".
Segundo ele, o levantamento chegou ao número de 320 mil pessoas atingidas em Minas Gerais, seja pela destruição de propriedades ou bens pessoais, seja por problemas como a interrupção do abastecimento de água.
Em nota, a Samarco disse que "desconhece o valor apresentado". "A Samarco vem dialogando com o Governo de Minas um acordo envolvendo União, Estado do Espírito Santo, dentre outros atores", diz o comunicado.
Já a Vale disse que "continua focada em alcançar rapidamente um acordo com as autoridades" e que acredita que o mecanismo "se mostrará mais benéfico aos interessados que a judicialização do pleito".
A BHP não quis comentar.
O rompimento da barragem da Samarco, em 5 de novembro, deixou 19 mortos e um rastro de destruição que atingiu o rio Doce e chegou ao litoral do Espírito Santo, a 600 km de distância.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV