Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

72% dos taxistas são contra legalização do Uber no país, indica pesquisa

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

DIMMI AMORA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Para 95% dos taxistas, a demanda caiu em 2015, mas a maior parte deles atribui isso à crise (43%). O uso de transporte clandestino (30%) ou aplicativos (10%) foi classificado como de menor impacto.
É o que aponta pesquisa inédita feita pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes) com motoristas de táxi de todo o país, divulgada nesta quinta-feira (28). O levantamento, realizado em novembro do ano passado, alcança 12 regiões metropolitanas do país, onde 1.001 motoristas foram ouvidos.
De cada quatro motoristas entrevistados, um acredita que é necessário melhorar o atendimento para aumentar a demanda e só um de cada 20 acha que é necessário acabar com os aplicativos. Mesmo assim, 72% são contra a legalização do aplicativo Uber.
A maioria (69%) aponta que o Uber roubou passageiros e pede mais fiscalização sobre ele, mas não tem interesse em trabalhar com essa ferramenta. Quase 45% informaram já usar outros aplicativos específicos para buscar passageiros de táxi.
Nesta quinta (28), o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse que os taxistas "vão desaparecer pela concorrência predatória" se eles não aceitarem a regulamentação do aplicativo Uber na cidade.
RENDA
Os motoristas informaram no levantamento que dirigem em média 200 quilômetros por dia e a maioria (52%) trabalha entre 9 horas e 12 horas por dia. Pelo menos 40% disseram trabalhar mais de 12h. Eles esperam em média 75 minutos para pegar um passageiro.
O faturamento bruto médio diário dos profissionais foi de R$ 224,69. Mas a maioria (54%) fatura menos de R$ 200. Os motoristas têm uma média de renda na faixa dos R$ 2,7 mil, após descontar os custos e pagamentos de diárias. Apenas 45% são donos das permissões. Metade deles aponta ter algum endividamento, sendo que o valor médio da dívida é de R$ 16,5 mil. A pesquisa mostrou também que a frota está envelhecida. Pelo menos um de cada três carros tinha mais de 3 anos de uso.
Os taxistas têm média de idade de 47 anos, sendo que 20% deles têm mais de 60 anos. Apenas 3% dos motoristas são mulheres. Metade deles está dirigindo faz menos de 10 anos e quase 90% vieram de outra profissão. De cada quatro motoristas, três afirmam estar acima do peso.
A autonomia para definir a hora de trabalhar e poder trabalhar em horários diversificados são consideradas os pontos positivos da profissão. A insegurança (75%) e o desgaste físico (51%) foram os pontos mais negativos apontados no levantamento, sendo que 70% relataram já terem sido assaltados.
Dos que vieram de outra profissão, 51% relatam uma melhoria da situação financeira. Só 17% afirma que ela está pior. A maioria dos motoristas cursou o ensino médio (46% concluíram e 9% não concluíram). Apenas 13% chegaram a cursar ou completaram o ensino superior.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV