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Grafiteiros são agredidos por homens no Centro do Rio

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MARCO ANTÔNIO MARTINS
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Policiais civis da 4ª DP (Central do Brasil) investigam as agressões sofridas por três jovens, na noite de quinta (21), no Centro do Rio. Os garotos apontados como grafiteiros levam socos, pancadas com barras de ferro e tem os rostos pintados por spray de tinta vermelha.
A tortura ocorreu, de acordo com um vídeo postado em uma rede social, no Centro do Rio, na região do comércio popular conhecida como Saara (Sociedade de Amigos e Adjacências da Rua da Alfândega).
De acordo com a assessoria da Polícia Civil, os agentes tentam identificar os agressores. Eles também convocaram para depor a comerciante Ana Paula Bittencourt, presidente interina da Saara. Na filmagem, os homens (não é possível detalhar quantos são) ameaçam os adolescentes chamados por eles de pichadores e determinam que eles digam que não irão mais passar pela região.
Um dos jovens postou numa rede social que eles teriam sido agredidos por cinco homens.
AGRESSÕES
Há suspeita de que os agressores sejam seguranças que atuem na região do comércio popular. Os representantes da Saara não se pronunciaram sobre o tema. Procurada, Ana Bittencourt não atendeu ao telefonema da reportagem.
A Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), seccional do Rio, ouve os jovens nesta tarde de quarta (27) para saber detalhes das agressões. A Polícia Civil acompanha o depoimento.
"Se tu olhar para mim, eu vou estourar a sua cara", grita um dos homens para um jovem.
Neste momento, outro homem fala com o garoto para "tirar a mão" enquanto pinta o rosto do menor com tinta vermelha.
As imagens mostram todos os jovens sentados na calçada apenas de cueca. Os seus corpos estão pintados de várias cores.
"Cadê 05? Me dá a barra de ferro", grita um homem enquanto se ouvem socos e um dos garotos que pede para não ser agredido.
Inicialmente, os homens pedem para os adolescentes rolarem pelo chão. Depois um vira-se para o outro e pede um balde: "Eles vão limpar isso aí".
Antes de continuarem a tortura, os homens determinam que os jovens gritem que não retornarão ao Saara: "Nunca mais eu quero saber do Saara (sic). Não passo no Saara para fazer a minha arte", ordena um dos homens, que veste um colete preto.
Depois de seguirem as ordens, os adolescentes são novamente agredidos.

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