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Promotoria proíbe oficial venezuelano de se aproximar de mulher de opositor

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SAMY ADGHIRNI
CARACAS, VENEZUELA (FOLHAPRESS) - O Ministério Público da Venezuela concedeu nesta sexta (22) medida cautelar de proteção e segurança em favor de Lilian Tintori, mulher do líder opositor Leopoldo López, que está preso há dois anos sob acusação de instigar violentos protestos antigoverno.
A medida visa o coronel José Viloria, oficial da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) estacionado na prisão militar de Ramo Verde, nos arredores de Caracas, onde López cumpre pena de quase 14 anos.
O MP determinou que Viloria está proibido de se aproximar ou de dirigir a palavra a Tintori em virtude de um suposto incidente ocorrido no último domingo (17).
Tintori e a mãe de López, Antonieta Mendoza, denunciaram o coronel por ter supostamente ordenado que fossem forçadas a se despir e a ter suas partes íntimas revistadas na presença dos dois filhos de López e Tintori, que têm apenas 3 e 6 anos de idade.
A seção do MP dedicada aos direitos da mulher disse que a medida contra Viloria visa proteger a integridade física e moral de Tintori.
"Vivemos uma semana muito difícil como família. No domingo tivemos um dia de terror em Ramo Verde. Violaram nossos direitos e o trato agressivo, intimidante e de assédio contra mim foi considerado crime pela Lei Orgânica sobre os Direitos da Mulher", disse Tintori.
Em defesa do coronel, o segundo homem mais poderoso do chavismo, deputado Diosdado Cabello, disse em seu programa semanal de TV que Tintori é uma "mentirosa profissional".
Cabello divulgou um áudio gravado na cadeia no qual vozes atribuídas a Tintori e López discutem maneiras de organizar uma campanha midiática para comprometer o coronel por supostos repetidos abusos contra os direitos do casal, como visita conjugal.
Não foi possível verificar a autenticidade da gravação, mas as vozes e entonações são muito semelhantes às do casal.
Cabello disse "não [se] importar" com acusações de que a gravação foi obtida ilegalmente.
"O que conta é que defenderei esta revolução até a morte", afirmou.
López é tido como expoente da ala mais radical da oposição venezuelana. Ele nega acusações de incitação à violência e diz que apenas exerceu seu direito de se manifestar ao convocar uma mobilização contra o governo do presidente Nicolás Maduro.
O promotor responsável pelas acusações contra López fugiu no ano passado para os EUA e disse que as provas contra o opositor eram falsas e politicamente motivadas.

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