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Três prisioneiros americanos libertados deixam o Irã

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Três dos cinco prisioneiros americanos libertados neste sábado (16) no Irã deixaram o país persa em um avião suíço, informaram autoridades americanas citadas pelas agências de notícias.
O avião deixou Teerã com o jornalista do "Washington Post" Jason Rezaian, o pastor Saeed Abedini e o ex-militar Amir Hekmati, além de alguns familiares.
O quarto americano parte do acordo de troca de prisioneiros entre os dois países, Nosratollah Khosravi-Roodsari, não estava a bordo. Seu nome foi o último a ser divulgado pela imprensa oficial iraniana e nada se sabe sobre quem ele é ou o motivo de sua prisão.
Um quinto americano, o estudante Matthew Trevithick, foi libertado fora do acordo. Segundo fontes da Casa Branca citadas pela CNN, ele já deixou o Irã.
"Nós podemos confirmar que nossos quatro cidadãos americanos detidos foram libertados e que aqueles que desejavam sair do Irã, saíram", disse um funcionário do alto escalão do governo americano à agência Reuters, sob condição de anonimato.
Parentes dos libertados comemoraram após receber ligações do Departamento de Estado confirmando que eles seguem para a Suíça e, em seguida, para uma base aérea americana na Alemanha.
"É difícil colocar em palavras como nossa família se sente agora", disse a família do ex-militar Hekmati em comunicado reproduzido pelo jornal "The New York Times".
Ex-militar da Marinha dos EUA, Amir Hekmati foi detido em agosto de 2011, quando visitava a família em Teerã, sob acusação de trabalhar para a CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA).
A família do jornalista Rezaian também expressou alívio ao saber que ele deixou o país após quase dois anos preso. "Eu estou incrivelmente aliviado que Jason está no seu caminho para casa", disse seu irmão, Ali Rezaian em comunicado, também citado pelo "NYT". "Ele é um jornalista talentoso, que estava simplesmente fazendo seu trabalho de forma honesta, acurada e dentro da lei."
O jornal "Washington Post" também confirmou a soltura de Rezaian e que ele e sua mulher deixaram o país.
Rezaian era chefe da sucursal do "Washington Post" em Teerã quando, em julho de 2014, as forças de segurança iranianas invadiram sua casa e o levaram preso, juntamente com sua mulher, Yeganeh Salehi.
Salehi foi solta, sob fiança, em outubro de 2014. O jornalista foi acusado de espionar o programa nuclear iraniano e de reunir informações sobre violações das sanções internacionais contra o Irã. Ele foi condenado em outubro passado em um julgamento secreto - o Irã nunca revelou detalhes sobre a sentença ou a extensão de sua pena.
DIPLOMACIA
O acordo de troca de prisioneiros foi o ápice de meses de retomada de contatos diplomáticos, conversas secretas e manobras legais entre os dois países. Ele esteve à beira de fracassar em dezembro, quando Washington ameaçou impor novas sanções contra o Irã como resposta a recentes testes de mísseis balísticos.
Ela ocorre à luz da revogação das sanções econômicas impostas por EUA e UE ao Irã, resultado do cumprimento do acordo nuclear fechado em julho passado.
Segundo o pacto, o Irã concordou em desmantelar programas que poderiam ser usados para fabricar armas atômicas em troca do fim das sanções. O pacto coloca várias atividades da nação sob supervisão da AIEA, agência da ONU de energia atômica, por 15 anos, com a opção de que punições sejam reimpostas se o Irã descumprir os compromissos.

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