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Esquerdistas rejeitam Artur Mas, e Catalunha mira nova eleição regional

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O partido de extrema esquerda CUP (Candidatura de Unidade Popular) anunciou, neste domingo (3), que não irá apoiar a continuidade de Artur Mas como presidente do governo autônomo catalão, por considerá-lo demasiadamente conservador.
Se a falta de acordo se mantiver até 9 de janeiro, deverão ser convocadas novas eleições regionais, provavelmente para março. Será a quarta vez, em cinco anos, que a Catalunha vai às urnas.
Artur Mas fazia parte da coligação Juntos pelo Sim, que conquistou 62 cadeiras de um total de 135 nas eleições regionais de 27 de setembro. Ainda que a eleição de setembro tenha mostrado o apoio da população aos separatistas, também explicitou divisões internas do movimento.
Era preciso que ao menos dois dos dez parlamentares da CUP apoiassem Mas para elegê-lo como líder.
A decisão foi tomada após consulta ao conselho político da sigla. "A decisão de hoje não fecha a porta a outro candidato que queira se apresentar", disse Sergi Saladié, deputado da CUP.
A situação regional soma-se à incerteza no panorama político nacional, após eleições no dia 20 de dezembro em que o PP (Partido Popular), sigla do premiê Mariano Rajoy, perdeu sua maioria absoluta no Parlamento nacional, conquistando 123 assentos de 350 possíveis. Com isso, a permanência de Rajoy no cargo permanece incerta.
SEPARATISMO
Impulsionado por sua maioria pró-independência, o Parlamento catalão havia aprovado resolução, em novembro, estabelecendo um plano para criar uma república dentro de 18 meses na região altamente industrializada e populosa no nordeste da Espanha, que corresponde a um quinto da produção econômica do país.
No início de dezembro, porém, o Tribunal Constitucional espanhol revogou a moção após recurso do governo de Mariano Rajoy.

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